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Notizie => Notizie Tricolore => Tópico iniciado por: Tiffosi em 23 de Fevereiro, 2008, 17:07:31

Título: Alfa Romeo Giulia
Enviado por: Tiffosi em 23 de Fevereiro, 2008, 17:07:31
Alfa Romeo Giulia - Amore mio!!

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Nome de mulher para esta enorme família apresentada ao mundo em 1962. As linhas carregadas de personalidade e uma mecânica viva levaram estas berlinas ao sucesso. Com os Giulia, inaugurou-se o conceito de familiar compacto de prestações elevadas, tão divulgado presentemente com os GTI`s.

Símbolo de status de novos-ricos, estes pequenos desportivos destacavam-se pela inegável beleza das suas linhasA história do Alfa Romeo Giulia é particularmente confusa e extensa. E ou revela uma sensibilidade particularmente acertada a respeito do potencial e necessidades do mercado, ou demonstra um planeamento verdadeiramente caótico.

Os modelos desportivos Giulia encontram-se imiscuídos em um labirinto de siglas e cilindradas. Rapidamente, navegamos entre confusas designações como GT, GTC, GTV, JUNIOR, JUNIOR Z, GTA, GTA-SA; GTAm, DUETTO, SPIDER VELOCE - por vezes com "USA" adicionado, por forma a demonstrar que esse veículo se destinava à venda no mercado norte-americano, já para não contar com as variantes de carroçarias apresentadas por casas famosas como Bertone, Pininfarina ou Zagato.

Facilmente nos perdemos perante uma multiplicidade de motorizações e cilindradas - 1300, 1600, 1750 ou 2000 cc - às quais são adicionadas as abreviações dos diversos modelos, apenas para nos confrontarmos com o facto de que o 1750 era realmente um 1800, mas tinha esse denominação por forma a relembrar glórias passadas de um Alfa Romeo da década de 30.

Surpreendentemente, ou talvez não, entre 1962 e 1965, o nome Giulia foi também atribuído aos modelos derivados do famoso Giulietta, equipados com o motor 1600.Mais tarde, a família Giulia é confrontada com o admirável facto de que em 1972 o primeiro modelo do 1600 GTV é lançado para substituir o seu antecessor de 1967, o 1750 GTV, mas com outra designação: o 1600 GT Junior !!

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Trata-se verdadeiramente de uma longa e única família, onde encontramos sem sombra de dúvidas denominadores comuns. Senão vejamos: existia em primeiro lugar um coração "igual" para estes desportivos - um 4 cilindros compacto em liga-leve, com duplo comando de válvulas, equipado com uma caixa de cinco velocidades sincronizadas e travões a disco nas quatro rodas.
Seguem-se mais pontos que permaneceram inalteráveis em toda a gama: carroçaria monocoque, suspensão dianteira e traseira com molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos, bem como uma linha de cintura baixa.

Mas para não confundir ainda mais o leitor, vamos recuar um pouco no tempo e viajar neste vaivém de modelos, siglas e motorizações que tantos apaixonados deixou, espalhados pelos quatro cantos do mundo.

O Nascer de uma Lenda
A Anonima Lombarda Fabrica Automobili (A.L.F.A.) foi desde sempre uma tradicional construtora de automóveis velozes, bonitos e apaixonantes. De 1906 a 1910, na fábrica de El Portello, em Milão, sob a alçada de Ugo Stella e do francês Alexandre Darracq, a A.L.F.A. fabrica o seu primeiro modelo totalmente novo, o 24 HP, de 42 cv, desenhado por Giuseppe Merosi, um dos elementos-chave para a vocação desportiva da marca, dando simultaneamente início à sua participação em competições automóveis.

Mas o início da I Guerra Mundial provocou grandes repercussões na A.L.F.A., arrastando-a para uma grave crise financeira. E foi em plena crise, que em 1914 aparece um jovem engenheiro civil napolitano, de nome Nicola Romeo, que viria a recuperar a A.L.F.A., transformando-a numa fábrica de material rodoviário.

Apenas em 1920, e finda a guerra, Nicola Romeo adiciona o seu apelido a todos os carros e regressa ao fabrico de automóveis com o modelo 20-30HP ES de 4 cilindros, que desenvolvia 67 cv às 2600 rpm e que ostentou pela primeira vez o nome completo ALFA ROMEO.

Em 1923, chega à Alfa Romeo, Vitorio Jano um projectista de grande talento, trazido da FIAT, para substituir Giuseppe Merosi. Nicola Romeo queria os melhores cérebros na sua empresa, pois queria trazer as honras dos Grandes Prémios para a Alfa Romeo. Assim sendo, Jano desenvolve o mítico P2, que brinda a casa milanesa com a primeira vitória de um campeonato mundial em 1925 e, torna-se em um dos maiores carros de competição dos anos 20.

Começa, então a lenda Alfa Romeo. Apesar do seu apelido estar incluído no nome da marca, Nicola Romeo passou despercebido na história da Alfa Romeo. O seu abandono em 1928, conjuntamente com a crise de 1929, afectaram de tal ponto a marca que em 1923 passou para as mãos do Governo.

Este controlo estatal traduziu-se numa diversificação de actividades: nos anos 30, construiu motores para aviões e fabricou camiões. Em 1940 regressam as dificuldades com a II Guerra Mundial, que vê as suas instalações fortemente bombardeadas, ao ponto de cessar a produção e arrasar a fábrica de El Portello.

Romeo, Giuliettas e Giulias

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Com a crescente necessidade de motorizações mais potentes de um público cada vez mais numeroso, a partir de 1955, a Alfa Romeo adopta a produção em massa de um carro de pequena cilindrada, reduzida dimensão e consumo ajustado.
Nascia então, o modelo Alfa Romeo de maior êxito comercial, o Giulietta - o primeiro carro da marca a possuir um nome próprio, ao invés de um número ou uma sigla. Mas mais importante que o nome, o Giulietta é sinónimo de mudança, nomeadamente na forma como a Alfa olhava para o mercado automóvel.

Até então, a marca produzia automóveis dispendiosos, com vocação desportiva e orientados para a performance. Mas agora, a Alfa seguia uma orientação comercial de produção em série. O Giulietta tornou-se de imediato em um sucesso de vendas, devido ao excelente binómio preço-qualidade.

Os carros vinham equipados com motores de liga de alumínio, revelando um regresso da Alfa Romeo a características anteriores à II Guerra Mundial. Mas este bloco de duplo comando de válvulas era essencialmente o mesmo nos anos 80.

O primeiro motor de 1,3 litros rendia 80 cv às 6300 rpm, fazendo com que o carro atingisse os 166 km/h, um desempenho impressionante para um veículo 1300 da década de 50.

Em seguida é lançado o Giulietta Spider, considerado uma obra-prima de Pininfarina e ainda hoje eleito como um dos mais belos carros já fabricados. Chegam os anos 60, e a Alfa Romeo, em plena expansão (nova fábrica em Arese, construção de um circuito para testes e outra fábrica em Pomigliano d`Arco), apresenta ao público uma versão desportiva do Giulietta, o Giulietta Sprint, um pequeno coupé desenhado por Bertone, que adoptava linhas jovens e dinâmicas.

Em pouco tempo, este modelo tornou-se num grande sucesso comercial. Surgiram a posteriori diversas variantes da gama: o Sprint Veloce, Giulietta GTV, Giulietta GTA, Giulietta GT Junior, entre outros, desenhados por Bertone e Pininfarina.

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Em Junho de 1962, no Autódromo de Monza, em Itália, a Alfa Romeo desvendou a primeira família dos carros GIULIA, composta pelos modelos Berlina 1600, 1600 Sprint e 1600 Spider, que inicialmente utilizam a mesma carroçaria dos Giulietta.
A motorização conservava a mesma configuração anterior, apenas um aumento na capacidade: de 1,3 litros crescia para 1,6. O mais interessante na gama Giulia reside na capacidade de conciliar linhas familiares e preços acessíveis, aliadas a uma mecânica potente e marcadamente desportiva.

Alfa Romeo Giulia Sprint GT - O coupé de Bertone

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O "coupé Bertone" nasceu em 1963. Seria mais um sucesso e um marco na história da Alfa, já famosa pelos seus belos carros-desportivos. Quase todos os modelos foram admirados e alvo de desejo por muitos.
O pequeno carro, que recebeu a denominação de Giulia Sprint GT, foi esboçado em apenas dois meses por Giorgetto Giugiaro, um dos mais afamados designers de todos os tempos, cujo palmarés inclui o De Tomaso Mangusta, o Alfasud, o Lotus Esprit, o Volkswagen Golf , o Fiat Panda e, mais recentemente, o Fiat Uno.

O Sprint GT foi o primeiro modelo a sair da fábrica de Portello e recebeu como mecânica os bem conhecidos 1300 e 1600 de duplo comando de válvulas.

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Trata-se de um coupé de 2+2 lugares com 4080mm de comprimento e linhas angulosas, bastante agradáveis e de uma certa agressividade. Na dianteira ressaltam dois elementos: os grandes faróis redondos e ao centro da grade preta, o famoso Cuore Sportivo, símbolo da marca.
Uma traseira curta abrigava um pequeno porta-bagagens. A boa visibilidade era um ponto positivo e os limpa pára-brisa actuavam em sentidos opostos. Por dentro, a coerência com a tradição, de onde se destaca o belo volante em madeira. A manete da caixa de velocidades, surgia com um novo posicionamento, ligeiramente inclinada para trás - em todos os demais modelos da Alfa encontra-se mais elevada e perto do volante.

A posição de condução era óptima e o painel de instrumentos vinha bem equipado. O motor de 1,6 litros debita 121 cv de potência, com tracção traseira e uma caixa de cinco velocidades sincronizada, que permitia ao Sprint GT uma velocidade máxima de 180 km/h. Os travões a disco estavam presentes nas quatro rodas.

Não demorou muito para que o Giulia Sprint GT fizesse juz à reputação deixada pelo Giulietta... Pequeno, veloz e temperamental, depressa se juntou à galeria dos famosos. Mas outros se seguiriam...

Fonte: Motores (http://motores.sapo.pt/), por Bruno Dias

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