Combustíveis de marca branca
Estes combustíveis são geridos pelos hipermercados, que fazem do seu baixo custo uma forma de atrair mais clientes aos seus estabelecimentos. A polémica no entanto estalou recentemente quando a ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis) referiu explicitamente que "o combustível é vendido mais barato porque é um produto base, sem qualquer aditivo, estando tecnologicamente obsoleto há décadas e desfasado das exigências tecnológicas dos motores fabricados hoje".
Esse facto motivou a intervenção da Autoridade da Concorrência (AdC), que chegou à conclusão que os combustíveis à venda nos hipermercados são mais simples do que os vendidos pelas marcas do mercado controladas pelas empresas petrolíferas, mas "cumprem todos os requisitos legais".
A referida Autoridade da Concorrência, também esclareceu que os preços inferiores praticados pelas grandes superfícies comerciais se devem a que os combustíveis tenham menor teor de aditivos (solventes e detergentes), bem como a custos inferiores de distribuição, armazenamento e mão-de-obra. Tudo isso junto dá uma diferença de 10 cêntimos em litro para as marcas comerciais.
O que é preciso distinguir é combustível simplificado de combustível adulterado, que já motivaram o encerramento de vários postos de abastecimento pela Direcção Geral das Alfândegas.
O caso mais comum de adulteração é a mistura de gasolina com gasóleo, o que provoca problemas nos veículos. Outra forma de adulterar o combustível é adicionar álcool acima da quantidade especificada na gasolina ou no gasóleo ou a adição de vários tipos de solventes químicos industriais (metanol, benzeno, touleno, etc.) acima dos valores permitidos.
Os especialistas neste assunto recomendam que o consumidor desconfie de preços muito baixos do combustível, devendo utilizar os postos de abastecimento mais frequentados.
Outra recomendação é a de verificar se os tanques do posto são abastecidos por camiões da marca do distribuidor do combustível. Além disso, é fundamental pedir sempre a factura do abastecimento, para poder efectuar qualquer reclamação posterior em virtude de avarias provocadas pela má qualidade do combustível.
Fonte: Jornal das Oficinas