Estradas inteligentes - Nova via rumo ao futuro
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Estradas do futuro serão capazes de armazenar energia e projectar sinais de perigo e avisos na sua superfície
Ruas e estradas poderão tornar-se «inteligentes» num futuro muito próximo. Serão capazes de armazenar energia solar e projectar sinais de perigo e avisos no piso. As novas estradas formadas por painéis solares, mais conhecidas por «estradas inteligentes» é um ambicioso projecto da empresa americana Solar Roadways, financiado pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos da América, com o objectivo de criar uma nova via de comunicação que terá como base painéis solares equipados com luzes de LED que acenderiam de noite, substituindo as tradicionais marcas pintadas nos pavimentos.
A nova tecnologia visa aumentar a segurança na estrada, através da projecção de sinais de perigo e avisos no piso, e, simultaneamente, devido á presença dos painéis solares, produzir energia, por exemplo, para recarregar carros eléctricos, facilitando assim a realização de longos percursos com este tipo de transporte, ou, a partir da acumulação de energia térmica durante o dia, proceder à fusão de neve e gelo acumulados no piso, nas estações mais frias.
De acordo com os cálculos dos cientistas, se a rede rodoviária norte-americana fosse dotada desta tecnologia, poderia então ser gerada cerca de três vezes mais energia que o pais actualmente consome, sendo, segundo os responsáveis da empresa Solar Roadways “quase suficiente para abastecer o mundo inteiro”.
Fonte: AutoPortal (http://www.autoportal.iol.pt/)
E se a estrada mudar de cor quando houver gelo?
Equipa da Universidade do Minho cria novo pavimento para estradas
Uma equipa da Universidade do Minho desenvolveu um pavimento que muda de cor quando se forma gelo na sua superfície, através da introdução de nanocompósitos à base de óxidos nos pavimentos tradicionais. Como consequência direta, espera-se que o número de acidentes decorrentes desse estado do piso seja reduzido substancialmente.
O investigador Joaquim Carneiro, do Centro de Física da Escola de Ciências da UMinho, lidera este projeto e explica como funciona. "Quando a temperatura baixa ao ponto de congelação da água (0ºC) é produzida uma reação que leva o asfalto a adquirir a cor vermelha. Os condutores apercebem-se, assim, das zonas onde se formam as placas de gelo e tomam as devidas precauções".
As nanopartículas à base de óxidos têm, ainda, a capacidade de limpar o próprio asfalto, através de reação química com o óleo que sai dos veículos em acidentes ou em derrames no asfalto, degradando o óleo e convertendo-o em dióxido de carbono e água.
A pesquisa de Joaquim Carneiro foi apresentada com sucesso numa conferência internacional e já despertou o interesse dos governos da Finlândia e Portugal. Depois das provas laboratoriais na UMinho, será agora testada em ambiente real, numa autoestrada da região Centro.
"Acreditamos que os testes vão ser positivos e a implementação deste "asfalto inteligente" será uma realidade a médio prazo, promovendo a prevenção rodoviária e evitando acidentes em todo o mundo, em especial nas regiões frias e montanhosas, como a Escandinávia, o Canadá, a Rússia ou os Andes", diz Joaquim Carneiro.
O seu próximo projeto incide na utilização de fibras de carbono que alertem para a formação de fissuras no asfalto, de forma a que sejam detetadas e reparadas mais rapidamente.
Fonte: AutoPortal (http://www.autoportal.iol.pt/)