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Notizie => Notizie Tricolore => Tópico iniciado por: Tiffosi em 30 de Março, 2010, 20:13:53

Título: Lancia Aurelia B10
Enviado por: Tiffosi em 30 de Março, 2010, 20:13:53
Lancia Aurelia B10

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O vanguardismo tecnológico faz parte do património histórico da Lancia, a marca que há 60 anos apresentou o Aurelia equipado com o primeiro motor de seis cilindros em V e um eixo transaxle

O primeiro motor V6

Vicenzo Lancia foi um engenheiro inovador e os seus automóveis são a sua imagem. Em 1922 surpreendeu o mundo com o Lambda (produzido até 1931), o primeiro automóvel equipado com uma suspensão dianteira independente e um châssis monobloco. Em 1937, num período conturbado, que culminou com a II Guerra Mundial, Gianni Lancia herdou a empresa do pai. Durante o conflito, o engenheiro Vittorio Jano (que mais tarde viria a estar intimamente ligado ao sucesso da Ferrari) desenvolveu em segredo vários projectos em colaboração com o jovem Francesco de Virgilio.

No final da Guerra, Gianni Lancia pretendeu desenvolver um automóvel equipado com um motor V6, mas o estreito châssis monobloco da Lancia não permitia montar esse tipo de motor. Francesco de Virgílio concluiu que a única solução seria criar um bloco compacto, com um ângulo de 60°. Foi este o motor que equipou o Aurelia apresentado no Salão de Turim de 1950, modelo radicalmente diferente do Aprilia que veio substituir.

Para além de inovar com a arquitectura do motor, a experiência de Vittorio Jano na equipa de competição da Alfa Romeo levou-o a apresentar uma arquitectura transaxle (caixa de velocidades colocada no eixo traseiro), uma solução muito eficaz para melhorar a repartição de massas e aumentar a rigidez estrutural, mas pouco utilizada até então.

O motor V6 de 1,75 litros de capacidade debitava 56 cv de potência, mas o Aurelia pesava mais de uma tonelada e as performances não estavam à altura do seu vanguardismo tecnológico. Mesmo assim, o modelo foi adoptado com sucesso por vários pilotos amadores, o que incentivou a Lancia a aumentar a cilindrada para 2,0 litros e a potência subiu para os 70 cv. A Nardi colocou no mercado uma versão ainda mais potente, equipada com dois carburadores.

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Em 1951 surgiu o Aurelia GT que veio a vencer a sua classe em provas de prestígio como as 24 Horas de Le Mans e as Mille Miglia. No entanto, os sucessos desportivos e a paixão pela competição, que levaram a marca a apostar também na Fórmula 1,  ultrapassaram os desígnios comerciais e a Lancia entrou em falência em 1955, vindo posteriormente a ser adquirida pela Fiat.

Fonte: Auto Motor (http://automotor.xl.pt/home.shtm), por Rui Faria

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