Murdoch e Exor (Ferrari) unidos para compra dos direitos
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Rupert Murdoch e o grupo Exor, accionista da Ferrari, estudam a criação de consórcio para lançar uma oferta para a compra dos direitos da F1
A News Corporation, do magnata da imprensa Rupert Murdoch, e o grupo Exor, accionista da Ferrari, estão a estudar a criação de um consórcio para lançar uma oferta para a compra dos direitos da Fórmula 1.
Em comunicado conjunto, divulgado esta terça-feira e citado pela EFE, os dois grupos afirmam que estão a analisar "em fase preliminar a possibilidade de criar um consórcio para elaborar um plano de desenvolvimento a longo prazo da Fórmula 1".
Nas próximas semanas vão contactar "potenciais sócios minoritários e com os sujeitos implicados", mas ainda "não é possível afirmar com segurança que se chegará a apresentar uma proposta aos actuais proprietários da Fórmula 1".
O anúncio acontece um dia depois do britânico Bernie Ecclestone, "patrão" da Fórmula 1, negar ter negociado com a Ferrari e a sua associada Fiat para a venda dos direitos do Mundial, que pertencem maioritariamente à CVC.
Em entrevista ao diário alemão Die Welt, Ecclestone assegurou que nenhum dos nomes que eram apontados como potenciais compradores tinha falado com ele ou com a CVC.
"A CVC não tem intenção de vender a Fórmula 1 porque está muito satisfeita com o seu investimento", disse então Ecclestone.
Fonte: AutoPortal (http://www.autoportal.iol.pt/)
Luca di Montezemolo volta a falar de uma Fórmula 1 paralela
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Presidente da Ferrari quer mudar o rumo da competição e admite que equipas estão receptivas a competição paralela
Luca di Montezemolo, presidente da Scuderia Ferrari, voltou a falar de uma «Fórmula 1» paralela (http://www.fiatistas.com/forum/index.php?topic=19140.0), ao admitir que as equipas de Fórmula 1 estão receptivas quanto à possibilidade de organização de um campeonato paralelo associado ao consórcio EXOR/News Corporation. Estas duas empresas já assumiram o seu interesse na aquisição dos direitos desportivos da Fórmula 1 e, segundo Montezemolo, esta pode ser a oportunidade para mudar o rumo da modalidade e da empresa italiana.
"Penso que devemos ser muito realistas. No final de 2012, os contratos de todas as equipas com a CVC vão expirar pelo que temos três alternativas. Renovamos com a CVC ou criamos - como as equipas de basquetebol nos Estados Unidos da América com grande sucesso - a nossa própria empresa apenas para gerir as corridas, os direitos televisivos, etc. E terceira, encontrar um novo parceiro. O Bernie Ecclestone fez um grande trabalho, mas já vendeu [a modalidade] por três vezes pelo que ele já não detém o negócio. Será a CVC que terá de vender. Será uma decisão das equipas", referiu Montezemolo, deixando claro que o futuro ainda não está escrito.
O italiano aproveitou ainda para reforçar as suas críticas à introdução de novas tecnologias na competição: "Fomos longe demais em termos de elementos artificiais. É como se eu forçasse os futebolistas a jogarem com ténis à chuva. Ter tantas paragens nas boxes... eu quero ver competição, quero ver carros em pista. Não quero ver competição nas boxes”.
Montezemolo lembra o enorme número de paragens nas boxes na última prova como exemplo de maior confusão nas corridas: “Na última corrida existiram 80 paragens nas boxes. É demasiado. E ninguém percebe nada porque quando se sai das boxes não se sabe em que posição se está. Penso que fomos longe demais com as máquinas, demasiados botões. O piloto concentra-se nos botões e sobre quando tem autorização para ultrapassar. Fomos demasiado longe. A Ferrari vai forçar bastante com as autoridades, com todo o respeito que temos pela Federação [FIA] e pelas outras equipas, para que se evite de ir demasiado longe com a F1".
Fonte: AutoPortal (http://www.autoportal.iol.pt/)