Giandomenico Basso:
«Estamos contentes com o segundo lugar. Demos o máximo para recuperar da desvantagem grande que tínhamos e conseguimos. Este rali é fantástico, a organização está sempre muito bem e as pessoas são muito calorosas e simpáticas.»
PARABENS pela recuperação! 
Após uma má escolha de pneus, passou do 4º lugar ao 2º onde teve fortíssima concorrência do magnífico Alexandre Camacho (grande conhecedor das Etapas) que tb está de parabéns por ter sido o melhor português.
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02-08-2008 19:00
COMUNICADO 52 - Final
Nicolas Vouilloz (Peugeot 207 S2000) vence RVM 2008
O Francês Nicolas Vouilloz, ao volante de um Peugeot 207 S2000, venceu a 49.ª edição do Rali Vinho Madeira, prova que conta para o IRC e ERC, além dos respectivos campeonatos nacionais e regionais.
O piloto da Kronos, apoiado pela Peugeot Belux belga, teve como tempo total 3:05:14,8, deixando o Giandomenico Basso, em Fiat Punto S2000, a pouco mais de cinco segundos. O madeirense Alexandre Camacho, num Peugeot 207 S2000, foi terceiro, a mais de sete segundos. Uma vitória suada de Vouilloz, mas também merecida, pelo andamento que teve e pelo empenho que demonstrou em querer ganhar...
Na verdade, Vouilloz acabou o rali como começou, ou seja, no primeiro lugar da classificação, depois de por lá terem passado Giandomenico Basso (Fiat Punto S2000) e Bruno Magalhães (Peugeot 207 S2000).
O piloto belga ganhou a prova pela regularidade demonstrada na estrada, mas também pelo seu conhecimento do itinerário, já que foi alvo de uma forte pressão de Alexandre Camacho e Giandomenico Basso nesta segunda etapa do rali. Nunca se atormentou, muito menos deixou que os seus adversários se aproximassem... Bem pelo contrário, pois até conseguiu aumentar a diferença para o piloto madeirense, na altura, o piloto que mais perto o seguia. Uma vitória bem conseguida, que o deixa na liderança isolada do Intercontinental Rally Challenge (IRC).
Giandomenico Basso ganha 2.º lugar na última PE
O vencedor do Rali Vinho Madeira do ano passado, Giandomenico Basso, fez neste dia uma excelente recuperação. Saiu do Funchal em quarto lugar da geral, mas levou o Fiat Punto S2000 até ao segundo posto, isto depois de ter realizado uma excelente recuperação ao longo das últimas oito PE, e também depois de ter hipotecado a possibilidade de vencer a prova devido a uma má escolha de pneus durante o dia de ontem. Começou por ultrapassar Renato Travaglia no final da primeira ronda por Paul (PE 14), Ponta do Pargo (15), Rosário (16) e Chão da Lagoa (17), aproveitando depois a segunda ronda pelas mesmas classificativas para ultrapassar o madeirense Alexandre Camacho (Peugeot 207 S2000). O Chão da Lagoa (21,74 kms) acabou por ser a classificativa decisiva deste rali, pelo menos na atribuição do segundo e terceiro lugar. Foi aí que Basso ganhou perto de 20 segundos a Alexandre Camacho, roubando-lhe o segundo lugar e a hipótese de brilhar ainda mais.
Surpresa Alexandre Camacho e o endiabrado e azarado Bruno Magalhães
Apesar de ter perdido o segundo lugar da geral na última PE, Alexandre Camacho, em Peugeot 207 S2000, terá de ser considerado a grande surpresa e um valor do automobilismo regional a ter ainda mais em conta. Pelo que lutou contra equipas de fábrica, pilotos privados e equipas habituadas a participarem no IRC, bem como pelo espectáculo e pressão que exerceu sobre Vouilloz, obrigando-o a nunca perder a concentração. O último lugar do pódio encaixa bem na prestação de Camacho, mas pela luta que deu a pilotos de topo, também não lhe ficava mal a segunda posição.
E o que dizer de Bruno Magalhães??? Sem dúvida, o piloto que mais rápido andou e o que mais vezes andou na frente da prova, pelo menos na primeira etapa. E também foi o que mais azar teve. O furo acontecido no Peugeot 207 S2000 na PE de Cidade de Santana atirou-o para o 10.º lugar da geral e, devido a isso, para fora da discussão do triunfo no rali. Foi pena, pois o piloto português bem merecia a sorte, mas os ralis são assim mesmo... De qualquer forma, fica a prestação e vontade de continuar, tudo isto após tantos azares...
O “doente” Renato Travaglia, Luca Rossetti e Freddy Loix.
Renato Travaglia, em Fiat Punto S2000, Freddy Loix e Luca Rossetti (ambos em Peugeot 207 S2000), tiveram sortes diferentes. O primeiro percorreu os vários dias do Rali debilitado fisicamente, enquanto os outros pouco fizeram. Demoraram a responder aos andamentos de Vouilloz, Basso e Camacho e, quando acordaram, era muito tarde. Contudo, boa prova para o italiano Renato Travaglia, que até se bateu com os melhores na estrada, apesar das debilitadas condições físicas. Não fosse um peão no Paul, Renato Travaglia poderia ter feito mais estragos neste segundo dia, pois entrou com um andamento muito forte.
Terminaram a prova 34 pilotos
Apesar do calor e do asfalto abrasivo, terminaram a prova 34 concorrentes, entre eles Filipe Freitas, Miguel Nunes, Fernando Peres, António Nunes e Luca Betti. Destaque para o primeiro, que imprimiu um andamento muito forte ao seu Renault Clio S1600, e para os dois manos Nunes, que mantiveram uma luta interessante. Luca Betti, em Peugeot 207 S2000, conseguiu terminar o rali, ele que não teve uma boa afinação, nem uma boa preparação para esta prova.
Não podia terminar sem escrever sobre as meninas: Isabel Ramos e Ana Sofia Correia. A primeira terminou mais um Vinho Madeira, enquanto a segunda fez o seu baptismo. Apesar disso, a sua prestação é meritória, pois não é fácil acabar uma prova deste calibre.
Vencedores das classificativas:
Giandomenico Basso (Fiat Punto S2000)
venceu nove das 21 PE, Bruno Magalhães, em Peugeot 207 S2000, venceu seis, Nicolas Vouilloz (Peugeot 207 S2000) venceu 4, Alexandre Camacho, em carro idêntico, venceu três e Freddy Loix uma.