Autor Tópico: Lisboa-Dakar  (Lida 5738 vezes)

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Tiffosi

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Lisboa-Dakar
« Responder #15 em: 04 de Janeiro, 2008, 18:14:36 »
Lisboa-Dakar cancelado



O Lisboa-Dakar 2008 não vai para a estrada. Muitos esperavam que a decisão não fosse tão radical, mas a segurança dos participantes falou mais alto, sobretudo após as pressões do governo francês para que fosse evitada a passagem pela Mauritânia, onde iriam decorrer oito etapas, mais o dia de descanso.

Chegou a equacionar-se uma mudança de planos, com a prova a passar directamente pelo Mali, solução que até o governo francês se disponibilizava para ajudar a concretizar. Porém, a organização declinou, por não haver tempo suficiente para marcar percursos, controlos e logística - e porque a situação política no Mali também é demasiado complicada para arriscar uma passagem mal preparada. Também se equacionou levar a caravana até Marrocos e não avançar para a Mauritânia, mas também essa hipótese foi colocada de parte. A extensa passagem pela Mauritânia prevista para este ano seria, perante todos os observadores, o momento das decisões quanto à vitória.

Segundo alguns portugueses que já estavam em África para acompanhar a prova, a empresa petrolífera que é parceira da organização já tinha sido alertada para remover todo o aparato que tinha montado para proceder ao reabastecimento da caravana, quando esta passasse pela Mauritânia.

Os problemas derivam do assassinato de quatro turistas franceses na véspera de Natal. O Governo de Nicolas Sarkozy fez saber que não considerava seguro passar pela Mauritânia e a ASO, citada pelo jornal francês L'Équipe, disse que «em momento algum poderemos arriscar a segurança dos participantes em nome da prova». Etiénne Lavigne garantiu, porém, o futuro da prova: «o sonho não morre, a prova vai continuar e no próximo ano cá estaremos para retomar o sonho. Para o ano, há mais».

A ameaça resulta das acções de um grupo armado de meio milhar de guerrilheiros que se indetificam como o braço armado da Al-Qaeda no Magrebe e que, para além dos turistas franceses, também já assasinou militares mauritanos.

Por causa da situação em território magrebino, as companhias de seguros que estavam envolvidas na prova ameaçaram cancelar as suas garantias, uma vez que os riscos de terrorismo eram demasiado elevados.

A organização está a procurar uma solução para compensar os concorrentes pelos valores investidos nas inscrições. Esta era a edição do Dakar que contava com o maior número de portugueses inscritos.

Fonte: Auto Hoje





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Lisboa-Dakar
« Responder #16 em: 04 de Janeiro, 2008, 19:21:48 »
Muito sinceramente.. que grande barracada..

Reservas em hoteis
Equipas que já cá estavam
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... isto só assim de cabeça...

Grande palhaçada..
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« Responder #17 em: 07 de Janeiro, 2008, 17:37:21 »
Sarkozy informou Sócrates e determinou o cancelamento do Dakar      

Perante a posição do governo francês, a ASO não teve alternativa senão cancelar a prova, mas João Lagos não gostou minimamente desta decisão



Uma informação objectiva do presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi dada ontem, quinta-feira, pessoalmente, através de um contacto telefónico, ao primeiro-ministro José Sócrates, dando conta da necessidade de "travar" o rali Lisboa-Dakar, justificando essa posição com as indicações seguras recolhidas pelos serviços secretos franceses sobre a intenção de elementos terroristas ligados à Al-Qaida perpetrarem atentados visando directamente a caravana do rali. Os serviços secretos franceses terão mesmo dado conta do que se estava a passar aos seus congéneres portugueses e ao embaixador francês em Lisboa, tendo este informado o ministério português dos Negócios Estrangeiros sobre a ameaça terrorista contra o rali.

Segundo adianta o semanário Sol na sua edição online, Sarkozy explicou a Sócrates que os serviços secretos franceses tinham tido conhecimento de que estava em preparação um atentado terrorista contra a caravana do rali, para acontecer no deserto, na Mauritânia. O ataque seria feito, ainda de acordo com a informação adiantada por Nicolas Sarkozy, por jipes com lança-rockets, situação que tinha que ser levada em conta e que terá mesmo levado a que o governo francês tenha dado indicações precisas à Total, a petrolífera daquele país que surgia como um dos patrocinadores principais da prova, para retirar o seu apoio à ASO caso esta pretendesse manter a prova.

Perante a posição do governo francês, e a consequente "saída de campo" da Total, e juntando a tudo isso a pressão feita por parte das seguradoras ligadas à prova, igualmente pouco interessadas em assumir a responsabilidade de tamanhos riscos, a ASO viu-se "encostada à parede", acabando por ser forçada a determinar o cancelamento da prova, numa decisão independente, sem qualquer participação da parte de João Lagos, o parceiro português da ASO que tinha a responsabilidade da organização logística da partida de território português.

João Lagos contrariado



Responsável pela organização em território português, João Lagos foi, de algum modo apanhado de surpresa pela decisão final, mas nada pôde fazer perante o peso das entidades que estavam a determinar o cancelamento da prova. Todavia, não deixou de evidenciar o seu desacordo com esta decisão, afirmando ao LusoMotores que "esta atitude vem abir um grave precedente para outros grandes eventos".

No mesmo sentido vão as declarações que fez aos jornalistas do semanário Sol que, na sua edição online contam como o empresário português relatou os acontecimentos: "o Governo francês deu ordem à organização para cancelar o rali, uma vez que a ameaça passou a ser sobre todo o percurso, e não só na Mauritânia. Os grandes eventos desportivos são todos alvo de grande pressão e ameaça. E não são cancelados. Esta decisão é um mau sinal".

Em causa estão agora as indemnizações às entidades que tinham já feito despesas em redor desta prova, tendo João Lagos garantido ao Sol que ""a organização francesa tem seguros que devem cobrir também a parte portuguesa", dando conta do seu entendimento segundo o qual os patrocinadores portugueses poderão ser ressarcidos dos prejuízos. Já em relação à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a principal patrocinadora do rali, terá de "resolver tudo com a organização francesa".
 
Comunicado da Al-Qaida foi determinante



Determinante para este desfecho relativamente à 30ª edição do Dakar foi um comunicado da Al-Qaida, de 29 de Dezembro, que colocava em causa as autoridades da Mauritânia, nomeadamente pelo apoio à segurança do Lisboa-Dakar2008. A informação, adiantada pela Agência France Press que cita fonte próxima do processo, surgiu já depois do director da prova, Etienne Lavigne, ter justificado, em Lisboa, a decisão de anular o rali pelo "clima de insegurança" reinante depois do assassínio de quatro turistas franceses na Mauritânia na véspera de Natal.

No seu comunicado, o Braço da Al-Qaida no Magreb Islâmico (BAQMI, ex-Grupo Salafista para a Prédica e Combate - GSPC) critica a colaboração de Nouakchott com os "Cruzados, os apóstatas e os infiéis", recorrendo a uma terminologia regularmente utilizada nas suas ameaças e reivindicações de atentados, sublinha a mesma fonte, segundo a qual este comunicado "vem confirmar as motivações dos terroristas, autores dos assassinatos (dos quatro cidadãos franceses), bem como a mudança radical de estratégia implicada pela integração do GSPC na Al-Qaida".

Em Lisboa, Etienne Lavigne, director do Dakar acabou por evocar "razões de Estado" que não podia "nem comentar, nem explicar", para justificar a anulação da prova, que deveria decorrer já a partir de amanhã, 5 de Janeiro, até dia 20. "O governo francês invocou razões de Estado para nos aconselhar formalmente a não dar a partida do Dakar. Acrescento que comunicados da Al-Qaida no Magreb citavam o Dakar. Não conheço o conteúdo desses comunicados, mas o Quai d'Orsay tem-los em sua posse", afirmou Lavigne.

Fonte: LusoMotores





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Lisboa-Dakar
« Responder #18 em: 07 de Janeiro, 2008, 18:38:07 »
Tudo em aberto para a edição 2009



A organização do Lisboa-Dakar 2008 reuniu esta manhã para debater os prejuízos financeiros provocados pelo cancelamento da prova e um dos temas em debate foram naturalmente as indemnizações a pagar às partes envolvidas na prova.

Na reunião foi estabelecida uma metodologia única para ser utilizada pelas duas organizações, que a partir de segunda-feira irá permitir a contabilização dos prejuízos.
económicos decorrentes da não realização da prova Aqui fica o comunicado de imprensa da João Lagos Sport:

Realizou-se hoje de manhã em Lisboa uma reunião entre a ASO e a João Lagos Sports, na qual os responsáveis das duas empresas analisaram a actual situação do Euromilhões Lisboa-Dakar e as consequências da anulação da prova.

Foi estabelecida uma metodologia única para ser utilizada pelas duas organizações, que a partir de segunda-feira irá permitir a contabilização dos prejuízos económicos decorrentes da não realização da prova.

Nova reunião ficou aprazada para a semana seguinte, na qual os dados recolhidos pelos dois lados serão analisados em conjunto, resultando depois numa primeira previsão do impacto decorrente da suspensão da prova.

Relativamente à edição de 2009 mantém-se tudo em aberto, como tal é prematuro estar a avançar cenários. "Não sei se haverá prova em 2009, mas como sou optimista por natureza, a realizar-se, Lisboa voltará a ser certamente o palco da Grande Partida", comentou João Lagos.

A principal preocupação, nesta altura, está centrada em avaliar e minimizar os danos dos participantes, patrocinadores, municípios, entidades oficiais e todos quantos se colocaram ao lado do Euromilhões Lisboa-Dakar 2008.


João Lagos Sports, SA

05/01/2008

Fonte: Sport Motores, por Sérgio Fonseca