Autor Tópico: Ferrari Dino 246 Gt  (Lida 2386 vezes)

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Tiffosi

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Ferrari Dino 246 Gt
« em: 17 de Janeiro, 2008, 18:54:38 »
Fera vermelha



Desde o final dos anos 40, que a casa de Maranello encanta o mundo automobilístico nas pistas com as suas máquinas vermelhas. Nos anos 50, a Ferrari passou a desenvolver versões de rua, adaptadas às rápidas estradas de Itália. Rejeitado pelos puristas, o Ferrari Dino 246 GT marcou uma época pelo design inovador e desempenho formidável.
Nas versões de pista, as atenções da fábrica convergiam para a Fórmulas 1, 2 e design de protótipos. Desenvolviam-se motores V12 para a F1 e para os protótipos, bem como um V6 estreante para a F2. Este obteve diversos sucessos, e em meados da década de 60 deu alma a um modelo especial.

Nem muito grande nem muito pequeno. Com linhas agressivas, capot curto, sem protuberâncias, bem inclinado, elegante e esguio, o Dino 246 GT permite ao condutor ver os dois pára-lamas em destaque, dando a sensação de estar dentro de um verdadeiro carro de corridas.



O Dino 246 GT vinha equipado com um belo motor central de 6 cilindros em V, com 2,4 litros e duplo comando de válvulas, capaz de debitar 195 cv de potência às 7.000 rpm.
Com chassis tubular, era capaz de vencer os 1.000 metros em apenas 27,3 segundos - performance que ainda hoje mete alguma inveja - e alcançar uma velocidade de ponta de 240 km/h. Inicialmente, contava motor em alumínio e pesava pouco mais de uma tonelada.

Anos mais tarde o bloco passava a ser de ferro fundido. O som da admissão dos três carburadores Weber duplos era indescritível. O mesmo motor levou o imbatível Lancia Stratos a várias vitórias nos mundiais de ralis.



Coube a Pininfarina desenhar a carroçaria, e a produção em série começou em 1969, com a apresentação oficial no Salão Automóvel de Genebra, e encerrou-se em 1974. Já havia nascido como protótipo em 1967, com o nome Dino 206 Berlinetta Speciale.
Construído sobre um chassis de competição, com carroçaria de alumínio construída por Scaglietti, sem pára-choques e com volante do lado direito, foi apresentado no Salão de Turim. Hoje, esta raridade está exposta no Museu de Le Mans.



A versão 246 GT tinha a carroçaria em aço com algumas partes em poliéster. Na traseira, havia dois capots, um para o motor e o outro para as (poucas) bagagens. Na dianteira e no ponto mais baixo do carro encontrava-se a bateria. Atrás do banco do condutor havia três alavancas para a abertura destes capots. Acima da grelha, bem como no volante Momo, em vez do cavallino rampante, via-se a marca Dino.



O seu nome é uma homenagem ao único filho do comendador Enzo Ferrari e Laura, Alfredo Ferrari. Os mais íntimos chamavam-no de Alfredino ou simplesmente Dino. Com uma saúde frágil, morreu aos 24 anos em 30 de Junho de 1956. O comendador depositava todas as suas esperanças no seu sucessor, um técnico de valor. Foi ele quem projectou o motor V6 traseiro desta máquina ímpar para equipar os carros de Fórmula 2 em 1957.



Este motor venceu na famosa prova em Targa Florio em 1961 e 1962. A terceira geração, concebida por Carlo Chiti, permitiu à Ferrari vencer o campeonato mundial de construtores de Fórmula 1 em 1961 com o famoso 156 F1, o primeiro Ferrari de motor traseiro - belíssimo por sinal.



A versão GTS, fabricada entre 1972 a 1974, era um semi-cabriolet: apenas parte do tecto era removível, indo para trás dos bancos. Actualmente, são modelos raros e bem valiosos. Em 1971 já contava com vidros eléctricos, bancos em couro e proteção da grelha dianteira - exclusiva para o exigente mercado britânico, a pedido de um importante importador inglês, a Maranello Concessionaires.
Produzido até 1974, a sua carroçaria mudou muito pouco, apenas em pequenos detalhes. Os seus concorrentes mais directos na época eram vários: o Alfa Montreal, o Porsche 911, o Jaguar E-Type, o Ligier JS, o Maserati Merak, o De Tomaso Pantera e o Lamborghini Urraco. Subestimado pelos puristas, muitos afirmavam que o Dino era "Picolla, scattante, sicura...quasi una Ferrari".

Na série televisiva americana Persuaders (1970) podemos vê-lo nas mãos de Danny Wide (Tony Curtis), um americano milionário que ridiculiza o excêntrico Lord inglês Brett Sinclair (Roger Moore) por possuir um Aston Martin, referindo-se ao automóvel como "penélope amarela". Em vários episódios, a fera vermelha mostrou as suas garras...

Fonte: Motores, por Bruno Dias

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« Última modificação: 19 de Março, 2008, 19:40:06 por Tiffosi »





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    La vita è troppo corta per non guidare Italiano
Ferrari Dino 246 Gt
« Responder #1 em: 18 de Janeiro, 2008, 23:08:46 »
Fabuloso!
Quem não gostaria de ter um  :ferrari:  DINO?

Então se fosse o 206 S...  :love:  
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Ferrari Dino 246 Gt
« Responder #2 em: 18 de Janeiro, 2008, 23:15:06 »
Já me bastava o FIAT DINO.  :bompost:  :t_up: