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Tiffosi

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Motores são Padrinhos
« em: 08 de Agosto, 2008, 15:06:42 »
Motores são padrinhos

Os grandes construtores gastam milhões em estudos para decidirem o nome dos seus automóveis. Na Ferrari, são os motores que dão o nome a cada modelo

Lenda Viva

Enzo Ferrari assumiu nas suas memórias que “sempre dei maior importância aos motores do que aos châssis”. O Commendatore considerava que “a potência do motor é – não 50%, mas 80% – do sucesso em pista”. A sua paixão pelos motores ajuda a explicar que tenham sido eles que, ao longo da história, serviram para identificar cada Ferrari. Ainda antes da II Guerra Mundial, Enzo Ferrari construiu o seu primeiro automóvel: o 815 AAC. Descodificar o nome é fácil. Recém-saído da Alfa Romeo, o acordo com a marca de Milão impedia-o de utilizar o seu nome no novo automóvel, a que chamou Auto Avio Construzione, e equipou com um motor de 8 cilindros, com 1500 cc.

No entanto, no pós-Guerra, quando teve início a produção da Ferrari, o Maestro de Maranello “inventou” uma nova lógica: a cilindrada unitária.

O 125 S, de 1947, foi o primeiro modelo da marca. O seu nome tem que ver com o volume (124,6 cc) de cada um dos seus 12 cilindros, arredondado à unidade. Para identificar o tipo de carroçaria surgiram siglas como o S de Sport ou o C de Competizione.

As referências alfanuméricas sobreviveram até aos anos 70, mesmo quando surgiram modelos como o 860 Monza de 1956, onde, para além do nome específico – Monza –, o 860 referia a cilindrada unitária que, multiplicada pelo número de cilindros (4), indicava 3,4 litros, ou o 250 California, onde bastava multiplicar 250 pelos 12 cilindros para saber que se tratava de um 3,0 litros. O mesmo aconteceu com os Dino S dos finais dos anos 50 e início da década de 60, cujas referências 196 (o 19 tinha que ver com os 1984 cc, e o 6 com o número de cilindros), 248, 268 e 296, tinham sempre que ver com as características do motor.

Em 1982, o Mondial Quattrovalvolle foi o primeiro Ferrari sem uma denominação alfanumérica, algo que se repetiu no Enzo – que, em 2002, recordou o fundador da marca. Situação que volta a ocorrer com o novo California, que não tem qualquer referência ao seu motor V8, a exemplo do que acontece com os monolugares, onde a tradição foi descontinuada. Hoje, os F1 são apenas referenciados pelo “F” de Ferrari e pelo ano de construção.

Siglas mais comuns em modelos Ferrari

• BB - Berlinetta Boxer (coupé com motor central de cilindros opostos, lançado em 1971)
• C - Competizione
• GT - Grande Turismo
• GTA - Grande Turismo Automatica (a caixa de velocidades)
• GTB - Grande Turismo Berlinetta (coupé)
• GTB/C - Grande Turismo Berlinetta/Competizione
• GTC - Grande Turismo Coupé
• GTS - Grande Turismo Spider
• GTL - Grande Turismo Lusso (luxo)
• GTO - Grande Turismo Omologata (veículo homologado em 1964 para competição, após contecioso com a federação internacional. O nome voltou a ser utilizado em 1986, no 288 GTO)
• I - Iniezione (injecção)
• LM - modelo para as 24 Horas de Le Mans
• LWB - Long Wheel Base (châssis longo)
• M - Modificata (modificado)
• MI – Monza-Indianapolis (monolugares realizados nos anos 50 para provas em anéis de velocidade)
• NART – North America Racing Team (modelos realizados por encomenda para Luigi Chinetti, vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1949 e, à época, importador da Ferrari para os EUA)
• P – Protótipo
• PB – Protótipo Boxer
• S – Sport
• SA – Super America
• SP – Sport Posteriore (a colocação do motor)
• SWB – Short Wheel Base (châssis curto).
• T – Trasversale (a colocação da caixa de velocidades)
• TF – Targa Florio (modelos utilizados nesta prova)
• TR – Testa Rossa (motores com a cabeça pintada de vermelho).
• TRI – Testa Rossa Independenti (a suspensão)
• TRC – Testa Rossa Competizione

Fonte: Auto Motor

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