Autor Tópico: Markku Alen  (Lida 2416 vezes)

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Tiffosi

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Markku Alen
« em: 13 de Agosto, 2008, 19:32:58 »
"Piloto já não faz a diferença"


Markku Alen comenta evolução dos ralis

Markku Alen foi um dos pilotos que esteve mais tempo no topo dos ralis mundiais. O mítico piloto destaca a actual quantidade de tecnologia nos carros, a qual retira protagonismo aos pilotos.
 
A presença de Markku Alen no Rali Vinho Madeira e a sua participação no lançamento da Abarth no nosso país foram a ocasião ideal para ouvir daquele que é um dos nomes míticos da modalidade e um dos pilotos preferidos do público português a sua versão da evolução dos ralis ao longo dos quarenta anos em que se mantém como figura activa no desporto automóvel. Entre as primeiras viaturas tripuladas e aquelas que hoje correm em estrada quase só permanecem como denominador comum as quatro rodas e o volante.

"Fiz o meu primeiro rali em 1969 com um Renault Gordini e mantive-me três anos ao volante de pequenos carros de série. Em 1974, participei na minha primeira prova fora da Finlândia, em Portugal, com o Fiat 124 que ainda era, digamos, metade de série e metade de competição. Depois disso, a evolução foi grande e os S2000 como o Grande Punto já são verdadeiros carros de rali. Não têm nada a ver com o que se conduz em estrada e se vai ao supermercado ou comprar leite de manhã. Podemos dizer que os carros de rali foram evoluindo ao longo das décadas na mesma proporção que os carros de série".

Ao serviço do grupo Fiat, Alen esteve ao volante de vários grupo B como os Lancia 037 e Delta S4. Estabelecer um paralelo entre esses "monstros" e os actuais carros é quase impossível, garante. "Comparar os grupo B e os S2000 é como comparar o dia e a noite. Os gr. B tinham muita potência mas pouca tecnologia de ponta. Agora até podemos escolher a repartição da potência entre a frente e a traseira. E numa boa equipa também dispomos de motores com boa potência."

O finlandês foi um dos pilotos mais jovens a entrar ao serviço oficial duma marca. Hoje é muito difícil conseguir essa promoção tão cedo. "O meu filho Anton está agora com a Fiat e conheço bem a situação para poder afirmar que não é nada fácil. Hoje começam por existir poucas equipas de fábrica e é quase uma lotaria conseguir um lugar. Para além disso, tanto na F1 como nos ralis é muito importante dar-se muito bem e ser íntimo dos mecânicos e engenheiros. Se não se tiver amigos, nunca ganhamos. Se tivermos a equipa connosco temos hipóteses de ganhar."

Os passos dados na criação de novas categorias têm sido importantes para ajudar os futuros actores principais da modalidade. "Hoje há muita electrónica nos carros de rali e nos WRC existe muita tecnologia de ponta. Com os S2000 já é tudo muito mais simpático para os pilotos e creio que deverá manter-se assim com os S2000+." Apesar do piloto não poder ser o factor determinante num resultado. "Acho que hoje é toda a equipa que faz a diferença. No meu tempo bastava acelerar a fundo e ver o que se conseguia. Agora temos os engenheiros, a telemetria, as suspensões, etc. Isso torna mais difícil o piloto fazer a diferença."

As próprias provas no passado eram mais "românticas". "Os ralis tinham uma outra aura e a proximidade dos carros com aqueles que o público utilizava todos os dias serviram para tornar a modalidade muito popular". Algo que acontece em Portugal onde Markku Alen ainda tem muitos adeptos. "Acho que hoje já não terei fãs propriamente ditos mas tenho cá muitos amigos e adoro o vosso país."

Fonte: Auto Sport