Autor Tópico: Fiat 131 Abarth, equipas oficiais 1980/1981  (Lida 2930 vezes)

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Tiffosi

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Fiat 131 Abarth, equipas oficiais 1980/1981
« em: 09 de Outubro, 2008, 19:35:21 »
Testes de equipas oficiais em Portugal (1980)



Fiat

Para a Fiat e Pirelli, o troço do Buçaco voltou a ser palco de experiências, tendo em vista mais um Rali de Portugal. Todos os que têm acompanhado de perto o nosso jornal devem recordar-se que já há dois anos a equipa italiana esteve naquela classificativa também em ensaios, na altura com Sandro Munari, que faria no nosso país a sua estreia ao volante do 131 Abarth.

Agora, a Fiat voltou e se as experiências não disseram só respeito aos pneus, a presença de Giorgio Pianta e de Ninni Russo foi aproveitada pelos técnicos da Pirelli para novos ensaios, desta feita em terra, com o tipo de pneu que tanto sucesso alcançou em Monte Carlo.

Quanto a Pianta e Russo, estiveram praticamente uma semana entre nós, testando primeiramente um novo tipo de molas e só na fase derradeira se preocuparam com os pneus.

Foi o próprio Ninni Russo que nos disse:
"Estes ensaios não estavam inicialmente previstos. Contudo e dado que a Abarth tinha necessidade de provar um novo tipo de mola, decidimos rapidamente deslocar-nos a Portugal e aqui verificar da validade da nova solução"

Desta forma, foi deslocado um Fiat 131 Abarth (por sinal a mesma carroçaria de há dois anos - TO 35976 P - mas equipado com um motor "célebre", pois era o vencedor de Monte Carlo, já que foi tirado do carro de Walter Rohrl) e um furgão-oficina, que transportou outro motor, precisamente o que equipara o carro de Waldegaard em Monte Carlo. Com ele viajaram igualmente três mecânicos do "Reparto Esperienza Abarth": Maggi, Esposito e Herivel.

A equipa instalou-se em Aveiro, no representante local da Fiat (que é sogro de Ninni Russo) e dali partiram para sucessivos testes na Freita, Ladário e depois Buçaco. Os primeiros tiveram como finalidade observar o comportamento do novo tipo de molas e os últimos deram ensejo ao eng. Giuliano Franco, da Pirelli, de estudar atentamente a resposta dos novos pneus.

(...)

Depois de uma paragem para almoço, o troço do Buçaco voltou a animar-se com o ruído do 131 Abarth e nessa altura já bastante público se encontrava a assistir às passagens de Pianta e de Russo, atraído possivelmente pela presença dos carros no Luso.

Mas a grande novidade da tarde seria a chegada de um táxi Marina, com passageiros bem conhecidos e um motorista de luxo: este era Joaquim Nicodemos (não há dúvida que o baptismo de "Paizinho" pegou...) e aqueles eram Giovanni Salvi, Jorge Cirne e Carlos Sousa. A surpresa de Ninni Russo foi total, pois apesar de esperar por Salvi, nunca esperou que ele chegasse de táxi, por sinal propriedade de Nicodemos.

Foi então a vez do nosso piloto mostrar as suas habilidades e ter direito a uma voltinha ao volante de um Fiat 131 Abarth.

Quando Salvi voltou, Pianta perguntou a Ninni em tom divertido: "Então já lhe vendes-te o carro?" Seja como for, a verdade é que Salvi se mostrou bastante impressionado com a máquina, o que nada nos espantou...

Mas a equipa italiana estava ali para trabalhar e em breve continuaram as sessões de ensaio, com algumas paragens apenas para o outro técnico da Pirelli (Bruno Destro) desenhar ranhuras laterais cada vez mais profundas, para aumentar a aderência dos flancos do pneu.

A tarde caía e a hora de regressar a Lisboa aproximava-se. Pianta e Russo ficaram, ainda que por pouco mais tempo, nos seus ensaios. Assim se prepara um rali e, quem sabe, uma possível vitória.

Jornal "Autosport" de 14 de Fevereiro de 1980, por Fernando Petronilho e imagem Photo Xtrod

Fonte: Rally Mania

Automóveis Clássicos
« Última modificação: 21 de Maio, 2009, 17:53:35 por Tiffosi »





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Fiat
« Responder #1 em: 10 de Outubro, 2008, 00:04:45 »
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Testes de equipas oficiais em Portugal (1980)



Fiat

Para a Fiat e Pirelli, o troço do Buçaco voltou a ser palco de experiências, tendo em vista mais um Rali de Portugal. Todos os que têm acompanhado de perto o nosso jornal devem recordar-se que já há dois anos a equipa italiana esteve naquela classificativa também em ensaios, na altura com Sandro Munari, que faria no nosso país a sua estreia ao volante do 131 Abarth.

Agora, a Fiat voltou e se as experiências não disseram só respeito aos pneus, a presença de Giorgio Pianta e de Ninni Russo foi aproveitada pelos técnicos da Pirelli para novos ensaios, desta feita em terra, com o tipo de pneu que tanto sucesso alcançou em Monte Carlo.

Quanto a Pianta e Russo, estiveram praticamente uma semana entre nós, testando primeiramente um novo tipo de molas e só na fase derradeira se preocuparam com os pneus.

Foi o próprio Ninni Russo que nos disse:
"Estes ensaios não estavam inicialmente previstos. Contudo e dado que a Abarth tinha necessidade de provar um novo tipo de mola, decidimos rapidamente deslocar-nos a Portugal e aqui verificar da validade da nova solução"

Desta forma, foi deslocado um Fiat 131 Abarth (por sinal a mesma carroçaria de há dois anos - TO 35976 P - mas equipado com um motor "célebre", pois era o vencedor de Monte Carlo, já que foi tirado do carro de Walter Rohrl) e um furgão-oficina, que transportou outro motor, precisamente o que equipara o carro de Waldegaard em Monte Carlo. Com ele viajaram igualmente três mecânicos do "Reparto Esperienza Abarth": Maggi, Esposito e Herivel.

A equipa instalou-se em Aveiro, no representante local da Fiat (que é sogro de Ninni Russo) e dali partiram para sucessivos testes na Freita, Ladário e depois Buçaco. Os primeiros tiveram como finalidade observar o comportamento do novo tipo de molas e os últimos deram ensejo ao eng. Giuliano Franco, da Pirelli, de estudar atentamente a resposta dos novos pneus.

(...)

Depois de uma paragem para almoço, o troço do Buçaco voltou a animar-se com o ruído do 131 Abarth e nessa altura já bastante público se encontrava a assistir às passagens de Pianta e de Russo, atraído possivelmente pela presença dos carros no Luso.

Mas a grande novidade da tarde seria a chegada de um táxi Marina, com passageiros bem conhecidos e um motorista de luxo: este era Joaquim Nicodemos (não há dúvida que o baptismo de "Paizinho" pegou...) e aqueles eram Giovanni Salvi, Jorge Cirne e Carlos Sousa. A surpresa de Ninni Russo foi total, pois apesar de esperar por Salvi, nunca esperou que ele chegasse de táxi, por sinal propriedade de Nicodemos.

Foi então a vez do nosso piloto mostrar as suas habilidades e ter direito a uma voltinha ao volante de um Fiat 131 Abarth.

Quando Salvi voltou, Pianta perguntou a Ninni em tom divertido: "Então já lhe vendes-te o carro?" Seja como for, a verdade é que Salvi se mostrou bastante impressionado com a máquina, o que nada nos espantou...

Mas a equipa italiana estava ali para trabalhar e em breve continuaram as sessões de ensaio, com algumas paragens apenas para o outro técnico da Pirelli (Bruno Destro) desenhar ranhuras laterais cada vez mais profundas, para aumentar a aderência dos flancos do pneu.

A tarde caía e a hora de regressar a Lisboa aproximava-se. Pianta e Russo ficaram, ainda que por pouco mais tempo, nos seus ensaios. Assim se prepara um rali e, quem sabe, uma possível vitória.

Jornal "Autosport" de 14 de Fevereiro de 1980, por Fernando Petronilho e imagem Photo Xtrod

Fonte: Rally Mania

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« Responder #2 em: 10 de Outubro, 2008, 01:44:34 »
Isto já não é notícia. Tem 28 anos...  (lol)  

di nunes

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« Responder #3 em: 10 de Outubro, 2008, 14:27:27 »
Realmente tem cheiro a mofo e naftalina... (lol)

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« Última modificação: 10 de Outubro, 2008, 14:28:31 por di nunes »

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« Responder #4 em: 15 de Outubro, 2008, 19:49:01 »
FIAT



Tal como anunciámos no nosso último número, a Fiat e a Pirelli estiveram uma vez mais entre nós a testarem pneus com vista ao próximo Rali de Portugal. Este ano a "formação" apresentava algumas alterações, com a presença de Carlo Gillardomi em vez do eng. Franco, por parte da Pirelli, e de Lucio Guizzardi no lugar de Ninni Russo, ao lado de Giorgio Pianta.

Em termos de novidades, a maior era dada por uma nova medida posterior: pela primeira vez foram utilizados pneus de 225, sendo até agora a medida mais larga utilizada a de 205. Este novo pneu, disponível na versão SG 35, destinava-se fundamentalmente a provas rápidas ou semi-rápidas, como por exemplo,a do Buçaco, existindo quatro misturas diferentes de borrachas. Tecnicamente tem como finalidade uma maior colocação de potência no solo.

Os testes incidiram especialmente sobre quatro aspectos: temperatura, desgaste, fiabilidade e comportamento. Assim, após cada passagem dupla, os pneus eram cuidadosamente verificados nos vários aspectos, sendo os tempos devidamente comparados para mais facilmente se poder chgar a uma conclusão. Refira-se que a Pirelli trouxe para estes testes cerca de 40 pneus P7, de dois tipo diferentes: SG35 e M+S.

Segundo Gillardomi e para além do novo 205, foram testadas mais duas ou três misturas novas em relação às que a Pirelli já dispunha, com o intuito de se conseguir uma maior rapidez em qualquer tipo de piso.

(...)

Enquanto os mecânicos mudavam pneus e Lucio Guizzardi verificava tempos com Carlo Gillardomi, trocámos algumas impressões com Giorgio Pianta, como se sabe o responsável pela parte de testes da equipa Fiat. Apesar dos 50 anos não estarem longe, Pianta mantém ainda um andamento bastante rápido, única hipótese de poder levar a cabo inteiramente a sua missão. Como o suor ainda a escorrer pela face depois de cumpridos mais dois percursos, Pianta deu-nos também o seu ponto de vista sobre os ensaios:

"Estamos a testar quer uma nova medida posterior, uma medida mais larga para poder transmitir maior potência ao solo, quer misturas novas. As misturas são do tipo mórbido para provas de classificação curtas, e de tipo mais duro, para troços longos, como Arganil. No fundo, uma mistura que seja resistente ao passar dos quilómetros, mas que proporcione uma grande velocidade. Trata-se de uma mistura que provém directamente da experiência de pista que a Pirelli dispõe.

Os novos pneus traseiros de 225 de medida são feitos especialmente para o 131, pois os carros têm grande tendência a gastar os pneus posteriores devido à sua enorme tracção. Decidimos, pois, passar os pneus de trás para a frente e adoptar esta nova medida posterior."

(...)

Jornal "Autosport" de 26 de Fevereiro de 1981.
Autor de texto e foto desconhecido.

Fonte: Rally Mania





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Fiat
« Responder #5 em: 15 de Outubro, 2008, 19:50:33 »
Confirmando o que dissemos anteriormente a Fiat trouxe este ano, à semelhança do que fez em anos anteriores um autêntico arsenal material e humano a Portugal, com a finalidade de testar novos pneus da Pirelli, feitos a pensar na nossa prova.

Dois "muletto" 131 Abarth, um "furgon" da Fiat italiana, outro da Pirelli portuguesa, um carro ligeiro de série, cerca de 50 pneus e o mais diverso material de medição e montagem, relativo à boa realização dos ensaios, era o que o espectador mais desatento podia encontrar nos quilómetros finais do troço do Buçaco, na passada quarta-feira, dia 18.

E isto só no tocante a material pois a nível humano o "recheio" não era menor: Giorgio Pianta, Dario Cerrato e o seu navegador Lucio Guizzardi; Carlo Giraldoni, um dos responsáveis da Pirelli não só nos ralis como nas pistas - no Mundial de Marcas e na Fórmula 2; dois mecânicos italianos, um da Fiat portuguesa e ainda mais dois do representante luso da Pirelli.

CARRO Nº T PIANTA/GUIZZARDI (131 ABARTH)

Não se trata realmente duma nova dupla paa participar em ralis, mas, no entanto, foi esta a equipa que a bordo do carro que Munari utilizou no Bandama 1980, efectuou uma série de passagens pelos últimos quilómetros do troço do Buçaco, que tinha, anteriormente, sido encerrado ao trânsito pelos homens da Fiat, não sem uma certa relutância por parte dum "zelosíssimo" guarda florestal.

E foi precisamente com o homem que ocupava o lugar do condutor do 131 branco, que falamos nos espaços entre as constantes idas e vindas que este efectuou.

(...)

"Os testes que aqui estamos a fazer são unicamente de pneus, A Pirelli está a trabalhar no sentido de obter um tipo de pneus que consiga "espremer" mais alguns "segundinhos" por quilómetro do 131, por isso temos aqui à nossa disposição não só novas medidas como diferentes tipos de borracha, para o SG 35."

Revista "Automundo" de 4 de Março de 1981
Autor do texto : Mário Guerreiro

Fonte: Rally Mania