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Lancia, pelos direitos humanos
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Tópico: Lancia, pelos direitos humanos (Lida 2957 vezes)
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Tiffosi
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Lancia, pelos direitos humanos
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16 de Dezembro, 2008, 00:26:38 »
A Lancia e a Cimeira Mundial dos Prémios Nobel para a Paz juntos pelos direitos humanos
● O espírito de colaboração
● Antestreia mundial do filme dedicado a Aung San Suu Kyi
A Lancia é a principal patrocinadora da 9ª. Cimeira Mundial dos Prémios Nobel da Paz, cujo tema principal é "Direitos do Homem: por um mundo sem violência".
Este ano a Cimeira realiza-se em Paris e não em Roma, como nas precedentes edições, por ocasião do 60° aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem e reúne um grande número de Prémios Nobel da Paz e diversos protagonistas a nível internacional empenhados na luta a favor da paz e da defesa dos direitos do homem.
Entre estes, encontram-se os Prémios Nobel Frederik Willem De Klerk, Lech Walesa, John Hume, Mairead Corrigan Maguire, Betty Williams e os convidados de honra Bono, Ingrid Betancourt, Kerry Kennedy e Sein Win.
A Lancia pretendeu, com a sua presença e os seus meios, apoiar a realização da Cimeira. Pretendeu estar ao lado dos Prémios Nobel porque eles próprios estão ao lado de uma pessoa muito especial, uma pessoa como eles, que recebeu o Prémio Nobel há 17 anos.
Trata-se de Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz em 1991, prisioneira no seu país. A ela, exemplo máximo da negação destes direitos cujo aniversário se celebra, é dedicada esta edição da Cimeira.
A Lancia realizou um breve filme de 45 segundos com a participação dos Nobel, que emprestaram a sua imagem. Um filme que dá voz à Cimeira, que quer ajudar estas grandes personagens a fazer chegar a sua mensagem a todas as partes do mundo. O filme foi apresentado em antestreia mundial à comunicação social internacional na Terrazza Martini, parceira histórica da Lancia, que se associou à iniciativa colocando ao dispor a sua prestigiada sede em Paris.
"
Com o filme que apresentamos esta noite
", declarou Olivier François, Administrador-Delegado da Lancia Automobiles, "é
nosso desejo prestar homenagem a todos aqueles que põem em jogo a própria vida para que a nossa seja melhor. Entre esses homens e essas mulheres, penso em especial naqueles que ainda estão prisioneiros, como Aung San Suu Kyi. Pode haver sintonia entre os objectivos de uma marca de automóveis e os de quem se bate pela paz e os direitos humanos se ambas as partes puserem em campo as próprias forças e a própria imagem para uma mensagem corajosa e justa. Nós acreditamos nisso, nós, na Lancia, queremos fazer a diferença também assim
."
O filme será transmitido por diversas redes de televisão internacionais e operadores do mundo da comunicação que assim decidiram partilhar do projecto da Lancia.
Fonte:
Good News
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Última modificação: 16 de Novembro, 2009, 19:12:42 por Tiffosi
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Tiffosi
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Responder #1 em:
02 de Janeiro, 2009, 18:13:58 »
Lancia Delta denuncia violação dos Direitos Humanos na Birmânia
Ao dedicar um spot publicitário em redor do novo Delta e da 9ª Cimeira Mundial dos Prémios Nobel da Paz à política birmanesa Aung San Suu Kyi, a Lancia volta a agitar consciências contra a indiferença.
Depois de Richard Gere ter dado a cara por uma campanha publicitária para o novo Lancia Delta, assente sobre um filme em que era passada uma mensagem clara de defesa dos direitos da população do Tibete, território que continua sob jurisdição da China, e que provocou alguma polémica pela altura em que foi lançado no mercado, a poucos meses do arranque dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Lancia Delta volta a permitir a denúncia de mais um atropelo internacional aos direitos do Homem. Por ocasião da 9ª Cimeira Mundial dos Laureados com o Prémio Nobel da Paz, o Lancia Delta, patrocinador do evento, surge num novo filme no qual, depois de aparecer transportando várias da individualidades que nos últimos anos receberam aquela distinção, surge sem qualquer passageiro, num carro em que deveria surgir Aung San Suu Kyi, líder da oposição na Birmânia e activista dos direitos humanos.
Aung San Suu Kyi nasceu em Rangum, na Birmânia, a 19 de Junho de 1945, numa altura em que o Mundo procurava deixar para trás aquela que foi a II Grande Guerra, derrotando Hitler e as suas ideias nazis. E se nessa altura prevaleceram os ideiais de liberdade e democracia, hoje é a opressão e a intransigência que a mantém prisioneira no seu país, onde é líder da oposição ao regime ditatorial. Em 1991 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz, mas este galardão permitiu a sua liberdade já que continua em prisão domiciliária imposta pelo governo birmanês.
Filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia, assassinado quando Suu Kyi tinha apenas dois anos de idade, chegou a viver em Londres, afastada da opressão exercida sobre o povo da Birmânia. Porém, em 1988, por altura da morte da sua mãe, Aung San Suu Kyi regressou ao seu país, coincidindo este regresso à Birmânia com a eclosão de uma revolta popular espontânea contra vinte e seis anos de repressão política e de declínio económico naquele país. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se a líder do movimento de contestação ao regime militar, isto num ano em que o regime birmanês provocou mais de 10 mil mortes entre a população devido às medidas de repressão adoptadas.
Suu Kyi viria a garantir para o seu partido, a Liga Nacional para a Democracia, uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, mas isso apenas lhe valeu a prisão domiciliária decretada pela junta militar que governa a Birmânia, um regime de prisão em que foi mantida até 1995. Entretanto, os militares continuaram no poder, com o general Ne Win à frente de uma ditadura militar que nunca aceitou a vontade dos birmaneses. Ainda assim, as acções de Suu Kyi já não passavam despercebidas ao mundo ocidental pelo que os militares birmaneses viram-se obrigados a revogar o regime de prisão domiciliária a que ela estava submetida. A luta pela democracia ganhava crescente visibilidade e apoio internacional, pelo que, após Suu Kyi ter recebido o prémio Sakharov de liberdade de pensamento, em 1990, e o Prémio Nobel da Paz, um ano depois, Aung San Suu Kyi foi libertada, embora continue desde essa altura com as suas liberdades pessoais particularmente limitadas. Entre estas limitações conta-se o facto de Suu Kyi não poder viajar para fora da Birmânia, motivo pelo qual não pôde estar presente na 9ª Cimeira Mundial de Prémios Nobel da Paz.
A Lancia volta assim a usar o Delta, o seu mais novo modelo automóvel no mercado, para denunciar uma situação de violação dos Direitos do Homem, desta feita na Birmânia, não só contra Suu Kyi mas contra todo o povo birmanês. Recorde-se que antes, aquando do lançamento do Lancia Delta no mercado internacional, a campanha publicitária foi feita com um filme em que Richard Gere levava aquele modelo automóvel desde Hollywood até ao topo do Tibete, fazendo passar então uma mensagem contra a violação dos Direitos Humanos, mas naquele caso com as críticas a incidirem sobre as autoridades chinesas pela política de Pequim contra a população do Tibete e contra Dalai Lama. Tal como o LusoMotores deu conta oportunamente, depois das autoridades de Pequim terem ameaçado com uma proibição às operação do Fiat Group Automobiles em território chinês, o construtor italiano emitiu um pedido de desculpas dirigido ao governo e ao povo chinês, alegando que aquele filme foi determinado tão só pela criatividade de Richard Gere, um actor que desde há muito é um defensor confesso dos ideais tibetanos contra a China.
Agora, este posicionamento do construtor italiano, através da Lancia, em relação à necessidade da defesa dos Direitos Humanos, vem deixar bem claro que o Delta, ou a diferença, que se pretende no Mundo, mais do que a diferença de um modelo automóvel que pretende ser distinto dos demais, é a diferença pela defesa dos ideais da Paz e da Liberdade de Expressão, ficando claro que em redor da imagem de um automóvel podem ser passadas várias mensagens com as quais se possa fazer a diferença... com as quais se possa fazer o Delta!
Fonte:
LusoMotores
, por Jorge Reis
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Tiffosi
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Responder #2 em:
02 de Janeiro, 2009, 18:17:49 »
9ª Cimeira Mundial dos Prémios Nobel da Paz
Lancia Delta - 9th World Summit of Nobel Peace Prize Laureates
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Última modificação: 16 de Novembro, 2009, 20:05:49 por Tiffosi
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