Autor Tópico: Toca A Largar A Nota  (Lida 5140 vezes)

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bolasMM_198

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Toca A Largar A Nota
« em: 23 de Março, 2009, 14:48:20 »
Portagens nas SCUT «a todo o vapor» Portagens nas SCUT «a todo o vapor»[/size]

O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, garantiu que o processo está «em fase final de implementação»...

O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, afirmou que o Governo está «a trabalhar a todo o vapor» para introduzir portagens em três SCUT e garantiu que o processo está «em fase final de implementação».

'Estamos na fase final da implementação [de portagens], como será visível nos próximos dias', referiu Paulo Campos, escusando-se, no entanto, a avançar quaisquer datas. O governante admitiu que tem sido «um trabalho complexo», mas adiantou que a questão tecnológica do sistema de cobrança «está ultrapassada», faltando apenas a publicação do respectivo diploma.

Em causa estão as SCUT (auto-estradas sem custo para o utilizador) do Grande Porto (Matosinhos-Lousada/A41-A42), da Costa da Prata (Gaia-Mira/A29) e do Norte Litoral (Matosinhos-Viana do Castelo/A28).


FONTE
Auto Portal
« Última modificação: 23 de Março, 2009, 14:48:44 por bolasmm »

(clica na imagem, para lutares comigo)[/

Catarina Oliveira

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« Responder #1 em: 23 de Março, 2009, 14:59:55 »
claro que nao! :red:
uso tantas vezes a a29!

mas pelos vistos nao vale a pena concordar nem discordar...ja ta feita a porcaria!

BlueCat

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« Responder #2 em: 24 de Março, 2009, 11:40:40 »
Boas.

Existe para mim vários problemas nesta possível implementação.

1) Se for portagem normal, as actuais SCUT não têm espaço físico nas entradas saídas, e como sabemos é preciso no mínimo 2 portageiras (1 para Via Verde e 1 para o resto)

2) Se for através do chip de matrícula, aí já não é preciso portageiros mas... os estrangeiros não pagam?

3) Se exagerarem nos preços como fixeram com a A9/CREL (2.50€ para fazer meia-dúzia de km, e uma via que foi feita para roubar o transito da 2ª Circular), vai fazer com que as alternativas fiquem congestionadas, e falo da SCUT do interior (A23 - A24 - A25), onde não existem alterantivas credíveis...

Para quem não sabe:

A23 liga Torres Novas (com acesso à A1) a Guarda (com acesso à A25)
serve cidades como:
Torres Novas
Tomar
Entroncamento
Abrantes
Sardoal
Mação
Vila Velha de Rodão
Castelo Branco
Alcains
Fundão
Covilhã
Guarda

A24 liga Viseu (com acesso à A25) a Vila Verde da Raia (cidade fronteiriça)
serve cidades como:
Viseu
São Pedro do Sul
Castro Daire
Lamego
Peso da Régua
Vila Real
Vila Pouca de Aguiar
Pedras Salgadas
Vidago
Chaves
Vila Verde da Raia

A25 liga Aveiro a Vilar Formoso (cidade fronteiriça)
serve cidades como:
Aveiro
Algergaria-a-Velha
Oliveira de Frades
Vouzela
Viseu
Mangualde
Celorico da Beira
Guarda
Arrifana
Vilar Formoso

Ou seja, se isto for pago, vamos todos em estradinhas de montanha sem segurança nenhuma!

 :pimba:

Editei para acrescentar Tomar nas acessibilidades da A23 ;)
« Última modificação: 24 de Março, 2009, 13:01:19 por José Fernandes »
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Bizarro

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« Responder #3 em: 24 de Março, 2009, 12:51:59 »
No limite ninguém concordará, não é?



.. mas também porque é que eu que tenho que fazer todos os dias Lisboa - Almada pago 1,3€ por cerca de 2,5Km e há quem não pague?
small sports car...


BlueCat

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« Responder #4 em: 24 de Março, 2009, 15:36:45 »
Pois... isso são mais outros 500 paus!  :pimba:

Mas pagamos o IUC para quê? não era para isso?

É que em Espanha tens boas estradas e não pagas a maioria!
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« Responder #5 em: 24 de Março, 2009, 16:06:53 »
Claro que não concordo!!!!
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...la macchina più bella

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« Responder #6 em: 24 de Março, 2009, 18:44:39 »
Eu sou contra qualquer tipo de portagem; uma vez que os Automobilistas já são carregados de impostos por todos os lados.
No entanto aceitaria melhor que se pagassem portagens nas zonas mais pobres de Portugal, se por exemplo houvesse democracia noutros bens essenciais.
Deixo o exemplo do mais importante de todos, a água!
Em Lisboa custa 0,50 € o m3.
Em muitas localidades Portuguesas  custa 4 e 5 vezes mais.

Isto é uma das coisas que deveria ter preço único Nacional, como um selo do correio por exemplo.

Para além disto, será importante ver se existe alternativa a uma estrada paga.
Exemplo: Portagens entre Porto e Póvoa têm como alternativa a N13.
Num espaço de 20 km só existem as 2 maiores Zonas Industriais de Portugal: Maia e Vila do Conde.
Se por hipótese fosse encerrada a A28, ou ninguém fosse por lá... o transito simplesmente ficaria bloqueado, sem solução de escoamento.
Acreditem... podiam ser 3 e 4 da manhã e ainda estava tudo parado pois engarrafava.
Ora ao colocar portagens, isso não acontecerá, mas o que já hoje é feito em "bicha" passará a representar tipo 2 ou 3 horas para fazer 20 km; com estrangulamento na Ponte de Vila do Conde, que aos Domingos ou durante toda a época balnear, já atormenta as pessoas com cerca de 1 hora de bicha para se fazer o último Km.
Depois circular na N13 (Rua Principal de Vila do Conde e Póvoa) naqueles 3 kms será impossível.

Outra questão é que ao longo de décadas foi sendo "Proíbido" ás pessoas do Porto e Lisboa viverem, residirem na Cidade.
O Porto de 1981 a 2001 perdeu 100.000 residentes
Lisboa de 1981 a 2001 perdeu 350.000 residentes

No entanto, as pessoas continuam PRESENTES, para quem entende estas coisas de estatísticas.
Ou seja, as pessoas são obrigadas a morar nos arredores, as cidades estão cheias de casas devolutas e desertas em muitos locais à noite.
Dai o crescimento gigantesco de Sintra, Loures, Odivelas, Gaia, Maia, etc.
Ora, grande parte dessas pessoas para estarem presentes no centro da cidade têm que se deslocar, o que é na teoria ridículo.
Essa migração diária faz gastar muito tempo e dinheiro.
Uma pessoa ser obrigada a morar nos arredores e depois diáriamente ter gastos é chato. Somarem ainda mais portagens em cima é uma filhadaputice.
« Última modificação: 24 de Março, 2009, 18:47:32 por GT ABARTH »
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« Responder #7 em: 24 de Março, 2009, 18:50:54 »
Citar
Exemplo: Portagens entre Porto e Póvoa têm como alternativa a N13.
Num espaço de 20 km só existem as 2 maiores Zonas Industriais de Portugal: Maia e Vila do Conde.
Se por hipótese fosse encerrada a A28, ou ninguém fosse por lá... o transito simplesmente ficaria bloqueado, sem solução de escoamento.
Acreditem... podiam ser 3 e 4 da manhã e ainda estava tudo parado pois engarrafava.
Ora ao colocar portagens, isso não acontecerá, mas o que já hoje é feito em "bicha" passará a representar tipo 2 ou 3 horas para fazer 20 km; com estrangulamento na Ponte de Vila do Conde, que aos Domingos ou durante toda a época balnear, já atormenta as pessoas com cerca de 1 hora de bicha para se fazer o último Km.
Depois circular na N13 (Rua Principal de Vila do Conde e Póvoa) naqueles 3 kms será impossível.
A não ser que o estado esteja a contar que se vá notar cerca de 1000 carros a menos por dia (divididos em 3 turnos) por causa da Quimoda ir com o cão.
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« Responder #8 em: 24 de Março, 2009, 18:55:23 »
Citar
Outra questão é que ao longo de décadas foi sendo "Proíbido" ás pessoas do Porto e Lisboa viverem, residirem na Cidade.
O Porto de 1981 a 2001 perdeu 100.000 residentes
Lisboa de 1981 a 2001 perdeu 350.000 residentes

No entanto, as pessoas continuam PRESENTES, para quem entende estas coisas de estatísticas.
Ou seja, as pessoas são obrigadas a morar nos arredores, as cidades estão cheias de casas devolutas e desertas em muitos locais à noite.
Dai o crescimento gigantesco de Sintra, Loures, Odivelas, Gaia, Maia, etc.
Ora, grande parte dessas pessoas para estarem presentes no centro da cidade têm que se deslocar, o que é na teoria ridículo.
Essa migração diária faz gastar muito tempo e dinheiro.
Uma pessoa ser obrigada a morar nos arredores e depois diáriamente ter gastos é chato. Somarem ainda mais portagens em cima é uma filhadaputice.
Por isso meus amigos, se ainda moram no centro do Porto ou de Lisboa e têm vida feita nas cidades; e estão a pensar por exemplo em casar e comprar casa, façam bem as contas, e por exemplo num projecto de vida a 40 anos, vejam se não acabará por sair mais barato e muito mais cómodo tentar arranjar casa perto do trabalho, do género que até dá para ir a pé, mas pagando por exemplo 200.000€; do que pagar "só" 100.000€ mas comprar a casa a 30 km nos arredores e andar o resto da vida a gastar muito dinheiro e tempo nas deslocações.
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« Responder #9 em: 24 de Março, 2009, 22:44:07 »
Não é pelas AE's passaram a ser pagas. Crítico o facto de as alternativas não serem alternativas seguras, cuidadas e sinalizadas convenientemente. Todos conhecemos estradas nacionais que em muitas partes são ruas de cidades vilas e aldeias que tornam o tráfego lento e perigoso.
Se pudesse escolher para um mesmo trajecto entre uma AE a pagar e uma nacional que pudesse ir a 90kmh com segurança, preferia demorar mais meia hora.
« Última modificação: 24 de Março, 2009, 22:44:30 por PBravo »

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« Responder #10 em: 25 de Março, 2009, 13:10:26 »
Paulo, o porquê das pessoas estarem a optar pelos suburbios (eu incluído) tem a ver com o facto de o preço das habitações nos grandes centros urbanos ser inflacionado de uma forma parva... dou-te o meu exemplo:

Em 2005 comprei um T3 com 111m2 a estrear, com todas as comodidades, e garagem fechada para 2 carros, assim como arrecadação, em Queluz a 10km de Lisboa, que é onde trabalho.

O preço foi à volta de 175000€, um valor alto, mesmo assim, mas o melhor e mais barato que encontrei sem ter que me distanciar bastante da cidade.

Esse valor mesmo sendo alto para mim e para a maioria dos portugueses, é menor que um T0 em Lisboa com 50m2 com mais de 100 anos e sem estacionamento...

As pessoas, tal como eu estão a ser empurradas para fora das cidades, com os preços das habitações a serem isorbitantes... mesmo vergonhoso.

Eu tentei e acho que consegui, estar a 10km do trabalho (10-15 minutos de caminho), e às portas da cidade, uma casa com todas as comodidades e conforto, por um preço satisfatório. E acho que é preferivel ter uma casa nova, do que uma casa com quase 100 anos. :D

É como os carros, o que preferes para o dia-a-dia? Um carro novo ou recente, ou um clássico que é mais caro que o novo, mas que sabes que não aguenta o dia-a-dia?

Fica bem.

PS. Voltando ao assunto, pelo que paguei pela minha casa nos suburbios, dava para contruir uma bruta vivenda no alentejo, nas beiras ou em trás-os-montes... mas depois ia trabalhar para aonde?
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« Responder #11 em: 25 de Março, 2009, 14:43:46 »
Por isso eu falei em ser "Proíbido" às pessoas morarem nas cidades.
É uma especulação vergonhosa.
A casa nova mais barata aqui na minha freguesia custa 375.000€.
Simplesmente não constrõem nada que não seja condominíos de luxo.
Restam prédios mais antigos... mas esses não são novos né.

A minha irmã por exemplo casou e não mora cá.
Por acaso mora ao pé do trabalho dela, pronto deu jeito... mas aqui não poderia morar numa casa nova.
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« Responder #12 em: 25 de Março, 2009, 15:19:27 »
O problema aqui para os lados de Lisboa tem a ver com a especulação imobiliária.

Há 10 anos comprava uma casa por 100.000€ e vendia por 300.000€, ganhava 200.000€ com a venda, mas na realidade a casa deveria valer 50.000€ pois tinha envelhecido.

Hoje em dia acabou-se com as especulações, e até os bancos já não as avalaliam por cima, pois correm o risco de ficares a dever ao banco mais do que o imóvel vale, e depois o banco é que se trama.

Acontece que a maioria dos construtores preferem ficar com as casas a baixar os preços, e assim não há mercado.

Os grande centros urbanos, são altamente inflacionados o que deixa a maioria dos portugueses de fora.

Olha por exemplo... onde trabalho... é a freguesia de Lisboa mais cara... o Restelo, junto ao estádio do Restelo, está lá um prédio em que pedem 1.000.000€ por um T3.  :omg:  
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« Responder #13 em: 25 de Março, 2009, 16:13:37 »
Pois é isso Pedro.
Freguesia da Foz, a mais cara do Porto e de Portugal a Norte de Lisboa de certeza.
375.000€ é a casa nova mais barata que existe para venda.
Com 130.000€ podes conseguir apartamentos T2 com 40 anos.
Já com elevadores mas digamos... a precisar de de substituir todos os canos, pintura geral, caixilhos de todas as janelas.
Enfim... não sei onde isto vai parar!
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« Responder #14 em: 25 de Março, 2009, 19:50:59 »
Amigos, andei a trabalhar num condo9minio de luxo, em Lisboa, junto a 7Rios, ao pé do Mercado do Rego... o apartamento, tinha jardim interior, todas as paneleirices possíveis e imaginarias, 9 quartos 1 sala, do tamanho dos 9 quartos, uma cozinha... e uma casa de banho... ah! e os quartos eram todos suites...

querem imaginar os 0, que não tinham?!
e já estavam todos vendidos :D


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