ACP pede imposto temporário para gasolineiras e concessionárias
Imposto adicional temporário para as gasolineiras e concessionárias das auto-estradas como meio de o Estado obter mais dinheiro em época de criseO presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) sugeriu hoje a criação de um imposto adicional temporário para as gasolineiras e concessionárias das auto-estradas, como meio de o Estado obter mais dinheiro em época de crise.
Carlos Barbosa salientou à Lusa que esta sugestão “
é uma hipótese de [o Estado]
ir buscar mais dinheiro. Agora não se pode é ir buscar mais dinheiro ao sector automóvel porque isso já é impossível”, frisou.
Para o presidente do ACP, a sugestão decorre da intenção do Governo de colocar portagens nas, até agora, auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT), o que é “
apenas um problema de dinheiro” e que resulta da necessidade de o Estado obter receitas extraordinárias.
“
O Estado pensa que, através das três SCUT que inicialmente estavam previstas [portajar],
vai buscar 160 milhões”, e “
mais dinheiro” se forem “
as sete SCUT” a ganharem portagens.
Porém, se comerciantes e residentes na área destas autoestradas estiverem isentos de pagamento, como foi já proposto, “
essa verba vai ser praticamente anulada e vai continuar o prejuízo das SCUT para o Estado, na ordem dos 500/600 milhões por ano”, considerou Carlos Barbosa.
“
O que propomos é que ,nestes dois anos de crise, haja um imposto adicional, quer às concessionárias, quer às gasolineiras”, explicitou, lembrando que as concessionárias das auto-estradas têm “
um contrato com o Estado” no qual se determina “
que quando não atingem resultados, de acordo com o que está previsto no contrato, o Estado tem de pagar”.
“
Ora se neste momento há um superavit das concessionárias em relação aos resultados previstos” é possível avançar com este imposto adicional “
durante dois, três anos”, aventou o presidente do ACP.
Esta proposta não foi feita formalmente a nenhuma entidade e, para o presidente do ACP, o centro da questão é que “
as SCUT nunca deviam ter existido”.
“
Os milhões e milhões que o Estado gastou com as SCUT, mais o dinheiro que gastou e está a gastar com sistemas electrónicos de cobrança” se tivessem sido investidos em “
estradas alternativas, que dessem mobilidade e segurança, as pessoas não tinham obviamente que ir pelas SCUT”, concluiu Carlos Barbosa.
Fonte:
AutoPortal