Autor Tópico: Alfa Romeo MiTo 0,9 TwinAir  (Lida 10036 vezes)

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juve_elx

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Re: Alfa Romeo MITO Twinair
« Responder #15 em: 11 de Setembro, 2011, 11:49:23 »
eles vão espretar o outro lado do motor a procura dos outros 2 cilindros...
:lol:

Tiffosi

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Alfa Romeo MiTo 0,9 TwinAir
« Responder #16 em: 10 de Outubro, 2012, 15:46:17 »
Alfa Romeo MiTo 0.9 Twinair S&S




Teste

O lançamento do novo motor bicilíndrico foi para o Grupo Fiat um motivo de enorme orgulho. Apresentado no Salão de Genebra de 2010, o novo bloco deixou, desde logo, o mundo automóvel atento a mais um fenómeno técnico oriundo de Itália. O pequeno motor promete potências entre os 65 e os 105 cv em variantes com ou sem turbo, com emissões e consumos mais reduzidos. A primeira versão a ver a luz do dia foi o 0.9 Twinair Turbo de 85 cv de potência. Utiliza a tecnologia Multiair e um turbocompressor de forma a conseguir enorme elasticidade e resposta pronta, com todo o binário disponível a partir das 2000 rpm mantendo-se constante até às 3500 rpm. Depois do Fiat 500, Panda e Punto, o Alfa Romeo Mito é o “senhor que se segue” e promete passar a mensagem de que este 0.9 Turbo Twinair pode ser um propulsor associado a um modelo mais desportivo. Será que consegue?

É precisamente esta dúvida que vamos tentar esclarecer com este teste ao Mito equipado com o premiado motor 0.9 Turbo Twinair de dois cilindros e 85 cv de potência. Bem, falando do Mito é impossível passar ao lado da beleza pura das linhas italianas, conceito que este modelo herda na perfeição. É que, por norma, a marca italiana consegue sempre demarcar-se de tudo o que existe no mercado, graças a um apelo estético muito próprio e reconhecidamente transalpino. O Mito continua a não defraudar as expetativas e mantém-se como um dos utilitários mais atraentes à venda em Portugal. As influências do Alfa 8 C são inegáveis, sobretudo na organização do conjunto dianteiro, com uma grelha generosa e faróis de moldura “mate” igualmente triangular. O aspeto global é agressivo e o estilo latino está bem vincado, como que a garantir emoções fortes a quem entra a bordo do Mito. Baseado na plataforma do Punto, o mais pequenos dos Alfa Romeo apresenta um comprimento ligeiramente superior (4063 mm), a mesma distância entre eixos (2511 mm) e vias mais largas.

Boas viagens
A primeira impressão quando se acede ao interior continua a ser a boa posição de condução oferecida, com as pernas num ângulo confortável e o volante à distância correta das mãos. O interior tem um ambiente desportivo e, apesar do plástico duro ser o material de eleição no tablier, a montagem e os acabamentos continuam a não merecer críticas.O espaço atrás mantém as limitações óbvias de um veículo deste segmento, sobretudo no que diz respeito à liberdade para as pernas dos passageiros, mas consegue oferecer um nível de conforto razoável, desde que as deslocações não sejam muito longas. E só não é mais cómodo porque a filosofia do Mito inclui uma suspensão mais firme para garantir a eficácia dinâmica, além da arquitetura do eixo traseiro, do tipo semirrígido, ser “alérgica” ao mau piso.

Ora, se grande parte do espírito mais desportivo do Mito estava entregue a propulsores 1.4 a gasolina com potências entre os 135 cv e os 170 cv, o que dizer agora de um motor que nem chega a 1 litro e que debita “apenas” 85 cv? A resposta segue já a seguir.

A dois cilindros
A primeira impressão de que estamos perante um Mito “diferente” surge apenas quando se dá à chave. Assim que o motor acorda estranha-se rapidamente o ruído atípico, quase desconcertado, com um “tuc tuc” que cria interrogações nos mais atentos. O arranque com o modo “Natural” (já não é Normal) do DNA obriga a uma pressão extra no acelerador até às 2000 rpm, regime a que o motor parece acordar, mas sem eliminar o “tuc tuc”, mais acentuado agora com algum “ronco” mais agradável ao ouvido. No modo “N”, o binário fica-se pelos 110 Nm e o desempenho do Mito nunca surpreende. Andar até anda, mas tudo se processa de forma lenta, pouco de acordo com as características que se pretendem num Alfa Romeo, mesmo calminho.

As recuperações são a “conta-gotas”, mas se nunca deixarmos cair a rotação abaixo das 2000 rpm, o motor parece flutuar ao sabor da rotação sem qualquer esforço, avançando de forma lenta mas consistente. Contudo, verdade seja dita, o modo “Natural” torna-se aborrecido. Um toque no DNA para a frente e o modo “Dynamic” entra em ação. Como se sabe, tem o dom de alterar bastante a personalidade deste Alfa Romeo. Aqui não é tão evidente como acontece, por exemplo, no 1.6 Multijet, mas a diferença é notória. A direção fica mais pesada, o acelerador mais sensível, e o binário cresce eletronicamente para os 145 Nm dando ao Mito nova alma. Não se transforma num desportivo, mas chega para se retirar algum proveito do bom chassis deste italiano.

No modo Dynamic, o controlo de estabilidade (ESP) fica, inclusivamente, mais permissivo, dando liberdade extra a uma condução mais malabarista. Além disso, o Mito, conta com um sistema que faz a função de diferencial autoblocante, pois trava a roda dianteira com menor aderência, canalizando a potência para a roda com melhor atrito. Assim, o Mito conduz-se como um típico tração dianteira, ou seja, é possível entrar rápido em curva, sendo necessário apenas aliviar o acelerador se a subviragem começar a atrasar o andamento e a castigar em demasia os Continental ContiPremiumContact 2E dianteiros.

Como se espera, e convém em qualquer desportivo, o resultado é um escorregamento do eixo traseiro, que não é cortado pela intervenção do ESP (apenas mais interventivo no modo Natural), facilmente controlado com a direção e acelerador. Ou seja, mesmo com este “pequeno” motor e, no modo “D”, continua a ser divertido. Como qualquer motor pequeno com turbo, os consumos surgem do lado menos positivo. Nunca alcançámos os valores anunciados pela Fiat. Com uma condução calma e pausada chega-se a consumos moderados, mas o Mito torna-se aborrecido... Para a condução normal do dia-a-dia, onde por vezes é preciso, ou apetece, acelerar mais do que a conta, os consumos sobem para valores na casa dos 9 l/100 km...

Finalmente, um dos grandes argumentos deste Mito Twinair: o preço. É que os 17 700 euros parece-nos um valor adequado face a tudo aquilo que oferece. Para além de incluir uma campanha lançamento de 1500 euros de desconto, já inclui os opcionais Pack Sport com jantes de 16” e Blue&Me. Para quem pretende usufruir apenas da beleza das linhas do Mito, ter um pequeno “cheirinho” do que o chassis consegue fazer e para isso não pagar uma fatura tão elevada logo no início da compra... este Twinair assume-se como a escolha adequada, mesmo comparando à concorrência.

[pdf]http://www.autohoje.com/images/stories/testes/AH_1181_16.pdf[/pdf]

Fonte: Auto Hoje
« Última modificação: 10 de Outubro, 2012, 15:49:29 por Tiffosi »





hmlopes

  • Giannini

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    Bravo Sport Tjet ; 500 Lounge Twinair
Re: Alfa Romeo MiTo 0,9 TwinAir
« Responder #17 em: 16 de Outubro, 2012, 22:56:30 »
Boas!

Não concordo com este motor no Mito...

Este motor não pretende tornar o Mito um carro desportivo. Mas é certamente um acesso à gama.

Os 9l de consumo normal... enfim... eu sei que gastam bem mais que a encomenda mas também não exageremos... basta ver os spritmonitor dos 500 e dos Punto...

Cumprimentos.