Ferrari corta no CO2
Apesar de comercializar carros ultra desportivos, a Ferrari consegui vencer a batalha para a diminuição das emissões de CO2Segundo os dados da Jato Dynamics, publicados no seu relatório anual sobre os progressos da industria automóvel europeia a caminho da média de 130 gr/km de média por gama, a Ferrari foi a marca que mais progrediu. Com uma média de 326 gr/km em 2010, a marca de Maranello retirou 46 gr/km à média de 2009.
Quer isto dizer que o corte foi de 12 por cento, cerca de metade daquilo que todos os construtores esperam alcançar em 2015. Por isso mesmo, o relatório da
Jato Dynamics não poderia ser mais elogioso. “
Os construtores fizeram significativos melhoramentos em 2010 e será fascinante ver como eles vão responder à utilização de novas tecnologias que cada vez mais se democratizam.”
O resultado da Ferrari é de assinalar, pois a marca não criou nenhum modelo específico para reduzir as emissões, devendo-se tudo ao trabalho efectuado pelos seus técnicos em modelos como, por exemplo, o California. Ora com emissões de 301 gr/km e sendo o mais vendido da gama da Ferrari (46 por cento das vendas), percebe-se este corte drástico na média de emissões da gama.
Estes 12 por cento de redução assumem outra importância quando, olhando para o relatório da Jato Dynamics, se percebe que a Aston Martin, apesar de já estar a vender o Cygnet baseado no Toyota iQ, reduziu apenas 0,6 por cento as emissões. Fica assim com uma média de 357 gr/km, bem longe das 326 gr/km da Ferrari.
A Bentley reduziu as emissões cerca de 1,9 por cento – contributo do Mulsanne que emite 393 gr/km contra as 465 gr/km do anterior Arnage – e a Lamborghini não foi além dos 1,5 por cento de redução.
Obviamente que tudo isto se explica pela presença dos grandes poluentes entre grupos de marcas que possuem gamas com motores pouco poluentes, o que falta à Aston Martin, dai a realização do Cygnet para diminuir a sua pegada. Até porque convirá não esquecer que a União Europeia já veio dizer que irá multar os prevaricadores, começando com multas de 5 euros por carro para a primeira grama/km a mais, subindo depois para os 95 euros.
Fonte:
Motores