Autor Tópico: Jeep Wrangler nas serras da Estrela e do Açor  (Lida 3591 vezes)

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Tiffosi

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Jeep Wrangler nas serras da Estrela e do Açor
« em: 31 de Maio, 2011, 20:02:34 »
Jeep Wrangler… para todos os montes e vales!
     



Depois da apresentação na região da Comporta e um test drive mais estradista e menos aventureiro, avançámos com o Wrangler para as serras da Estrela e do Açor, em jornada a cargo do Clube Escape Livre 

A nossa aventura ao volante da nova geração do Jeep Wrangler começou no passado dia 1 de Fevereiro, altura em que a Jeep Portugal convidou um grupo de jornalistas a estarem presentes numa apresentação nacional daquele modelo. Estávamos perante duas variantes, de duas e quatro portas, em ambos os casos num veículo homologado como pick-up, equipado com roll bar e capota de lona ou fibra de vidro amovível. O aspecto guerreiro era inconfundível, ou não estivéssemos perante um Jeep, e o desafio era o de enfrentarmos as areias da Comporta, no mesmo local por onde passou o mítico Dakar no ano de 2007.

Sem grande esforço, o Jeep Wrangler, na versão longa, com capacidade para cinco passageiros, ultrapassou todos os obstáculos, e nem sequer foi preciso, nessa altura, apostar nas redutoras que equipam este verdadeiro veículo TT. Posteriormente, voltámos assim ao contacto com o Wrangler, com a equipa do LusoMotores a experimentar a versão Rubicon de dois lugares, porventura mais ágil mas menos capaz de responder às necessidades de transporte de uma família com crianças. Agora, porém, houve nova oportunidade para um contacto real com o Jeep Wrangler no seu terreno de eleição que é, afinal, o todo-o-terreno.

Com efeito, entre os dias 20 e 22 de Maio, o LusoMotores viajou ao volante de um Wrangler 2.8 CRD 200 ATX Sahara Pick Up, a partir de Lisboa até Vila Ruiva, no sopé da Serra da Estrela, para integrar a caravana do Raid Inatel Estrela/Açor, um evento organizado pelo Clube Escape Livre de que já aqui demos conta. Ao longo de três dias houve assim oportunidade para muita adrenalina, numa ligação feita entre Vila Ruiva e a aldeia do Piódão, locais onde encontrámos duas unidades hoteleiras de excelente nível da Fundação Inatel que receberam a caravana de 35 viaturas, entre as quais o Jeep Wrangler em que seguimos. Pelo caminho houve ainda tempo para um salto a Linhares da Beira, aldeia situada na encosta norte da Serra da Estrela onde, também ali, é possível encontrar uma bonita unidade hoteleira da Inatel.

O mergulho na natureza

Entre as viaturas que integraram a caravana deste Raid Inatel, alguns SUV tiveram que percorrer caminhos alternativos, seguindo as pistas alternativas indicadas nos “road-books” preparados ao pormenor pelo Clube Escape Livre. Contudo, ao nosso Jeep Wrangler nada impediu o avançar pelos trilhos tidos como mais complicados, e no final o balanço só podia ser positivo. Nos corta-fogos das serras da Estrela e do Açor, nos estradões de acesso às torres de energia eólica que surgem já de forma “natural” na paisagem serrana, ou em caminhos que dificilmente justificavam tal nome, este veículo TT respondeu sempre afirmativamente aos desafios, com as redutoras a cumprir a sua função quando o terreno aconselhou o recurso ao seu funcionamento.

Ao longo da jornada, na zona de Seia, houve ainda tempo para uma visita ao CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, onde ficámos a conhecer um pouco mais sobre esta bonita região e a sua importância, nomeadamente pelos seus recursos hídricos e a capacidade que possui de fornecer a região de Lisboa de água potável. Depois, repostas energias no restaurante do Museu do Pão, ainda em Seia, avançámos então para o Piódão, em plena serra do Açor, que viríamos a percorrer já na manhã de domingo. Aqui, o passeio foi feito no interior da paisagem protegida da Serra do Açor, na vertente norte, onde é possível encontrar a Mata da Margaraça – Reserva Natural Parcial – e a Fraga da Pena – Reserva de Recreio.

Sobre esta última, a Fraga da Pena, e se por acaso visitar a região, não deixe de regalar a vista com o espectáculo permitido pela natureza que nos presenteia com quedas de água e pequenas lagoas. Depois, já na Mata da Margaraça a vegetação é farta, de uma variedade ímpar, numa região onde a música da natureza é feita dos sons dos cucos, rolas, gralhas pretas ou corujas, numa fantástica melodia que adormece ao final do dia doninhas, raposas, genetas e javalis. Depois, lá no alto, o açor, que dá nome a Serra, lá aparece aqui e ali, lado a lado com o gavião ou a águia de asa redonda, procurando alguma cria descuidada que lhes sirva de refeição.

Antes do regresso à Estalagem do Piódão, que se revelou como um ponto de passagem obrigatório para quem quiser descobrir esta fantástica região, houve ainda tempo para subir ao Monte do Colcurinho, um local que coloca Portugal aos nossos pés pela capacidade que temos a partir dali de admirar uma vista surpreendente de uma paisagem que se estende até ao Atlântico.

Um motor solícito e capaz!

Ao longo de toda esta jornada, o motor diesel 2.8 CRD de 200 CV, possíveis às 3600 rotações por minuto (rpm), revelou-se sempre generoso, respondendo a preceito a todas as solicitações, com os 410 Nm de binário a revelarem-se às 1600 rpm, um valor mais do que suficiente para ultrapassar todos os obstáculos. Depois, em termos de conforto, a unidade testada pelo LusoMotores, equipada com caixa automática e com um nível superior de equipamento, onde se destacavam os estofos em pele e o pack de navegação, revelou-se sempre confortável, contrastando mesmo com a rudeza dos percursos trilhados.

Por tudo isso, concluído o Raid Inatel, e apesar do cansaço natural de três dias a rodar por montes e vales, foi sem grande dificuldade que avançámos para mais cerca de 360 quilómetros na ligação entre a lindíssima e peculiar aldeia do Piódão e Lisboa, uma viagem iniciada nas curvas de uma estrada que é, afinal, um caminho municipal (CM1354) que liga o Piódão a Vide, seguindo depois para Unhais da Serra antes da ligação à A23 na região da Covilhã. A partir daí, pela SCUT para já ainda sem portagens, e depois na A1, rolámos rapidamente, sentindo a faceta estradista porventura menos conhecida do Jeep Wrangler.

Para trás ficavam assim mais de 1300 quilómetros percorridos, quase dois depósitos de combustível consumidos e um bom conjunto de novas aventuras para contar aos amigos, com a vontade de regressar já no próximo evento do Clube Escape Livre, e se possível uma vez mais aos comandos do Jeep Wrangler, um modelo que surge para estes eventos como um sinónimo de capacidade de ultrapassar todos os obstáculos com conforto, segurança e alguma economia.

Até à próxima!















































Chassis

Dimensões
Comprimento (mm) 4751
Largura (mm) 1877
Altura (mm) 1865
Distância entre eixos (mm) 2947
Altura com barras no tejadilho (mm) n.d.
Largura com retrovisores (mm) n.d.

Pesos
Tara (kg) n.d.
Peso bruto (kg) 2750
Capacidade
Mala (l) 498
Depósito (l) 85

Pneus
Dianteiros 245/55R17
Traseiros 245/55R17

Todo-o-Terreno
Ângulo de ataque (em graus) 37.8
Saída (em graus) 31.4
Ventral (em graus) 20
Vau n.d.
Pendente máximo n.d.
Inclinação (em graus) n.d.
Altura ao Solo (mm) 266.7

Prestações

Performance
Velocidade máxima (km/h) 172.....
Aceleração dos 0-100 km/h 10.6
Aceleração dos 0-400 m n.d.
Aceleração dos 0-1000 m n.d.

Consumos
Urbano (l/100km) 10
Extra-Urbano (l/100km) 7.3
Combinado (l/100km) 8.3
Emissões CO2 (g/km) 217

Fonte: LusoMotores, por Jorge Reis