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Alfa Romeo, crónica de Marcello Fantoni
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Tópico: Alfa Romeo, crónica de Marcello Fantoni (Lida 3548 vezes)
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Tiffosi
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Alfa Romeo, crónica de Marcello Fantoni
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30 de Dezembro, 2011, 17:13:45 »
Sem coração seriamos apenas máquinas
Na última crónica que assinei tive a oportunidade de salientar como a diversão de condução não tem de ser limitada pela protecção do meio ambiente porque existe tecnologia disponível que favorece ambas as necessidades de um condutor consciente: o prazer de conduzir motores potentes e divertidos e a obrigação de todos nós de fazer o que está ao nosso alcance para proteger o nosso meio ambiente. Escrevi sobre a
Abarth
e agora escrevo sobre a Alfa Romeo, ambas marcas do Grupo Fiat. Grupo que, aliás, obtém por parte da Jato Dynamics o galardão de Grupo Automóvel com as menores emissões de CO2 pelo quarto ano consecutivo, classificando-se em primeiro lugar com 125,9 g/km e um melhoramento de 5 g/km em relação ao ano anterior (2010 vs. 2009).
Grande contributo para esta óptima média e consecutivo resultado ecológico foi dado pela Alfa Romeo, marca que inaugurou dentro do Grupo a tecnologia Multiair que, recordo, graças ao controlo directo do ar de admissão cilindro a cilindro e movimento a movimento, sem utilização da borboleta, reduz os consumos e as emissões de CO2 até 10%, obtendo, ao mesmo tempo, um incremento da potência de 10% e um aumento do binário de 15%. Além disso, através do cuidado controlo da combustão, são ainda reduzidas as emissões poluidoras. O MultiAir é uma tecnologia versátil, facilmente aplicável a todos os motores a gasolina e com potencial desenvolvimento para utilização também em motores diesel.
De sublinhar que o Alfa Romeo MiTo foi o primeiro modelo do Grupo a oferecer o revolucionário motor Multiair e a unir o brilhante 1.4 MultiAir Turbobenzina de 135 cv, à caixa de velocidade “Alfa TCT” e o sistema “Start&Stop”.
E aqui chegamos a mais um excelente contributo da Alfa Romeo para a condução ambientalmente consciente através da utilização da melhor tecnologia disponível do sector automóvel, a caixa “Alfa TCT”. Conceptualmente, o novo dispositivo é composto por duas caixas paralelas, cada uma com a sua embraiagem, que permitem a selecção e engrenamento da relação de caixa sucessiva enquanto a precedente ainda está engrenada. A mudança de relação é, assim, efectuada com uma simples troca gradual das respectivas embraiagens, garantindo a continuidade de débito de binário e, logo, de tracção. O resultado é um conforto de condução e um "feeling" desportivo superiores aos oferecidos pelas caixas automáticas convencionais (com conversor de binário), como demonstram uma maior rapidez de passagens de caixa, a possibilidade de seleccionar entre modalidade manual ou automática e a praticamente inexistente perda de potência durante as mudanças de velocidade.
Os custos de aquisição, manutenção e exercício são baixos, enquanto os consumos se reduzem, nomeadamente graças à adopção do sistema Start&Stop, até menos 10% em comparação com uma caixa automática hidráulica tradicional. Por tudo isto, a inovadora transmissão tornou-se o novo ponto de referência da categoria pela relação entre performances, consumos e emissões.
E a boa notícia é que esta tecnologia não estará, na gama Alfa Romeo, limitada ao Alfa Mito durante muito mais tempo, porque muito brevemente a Alfa Romeo apresentará também o Giulietta com a caixa “Alfa TCT”. No Giulietta, a caixa será acoplada aos motores 1.4 TB MultiAir de 170 cv e 2.0 JTDM-2 de 170 cv. Na versão do Giulietta com Alfa TCT equipada com o motor 1.4 TB MultiAir de 170 cv. (eleito MELHOR NOVO MOTOR DO ANO 2010), a velocidade máxima será de 218 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h feita em apenas 7,7 segundos. Apesar destas excelentes prestações, os consumos e as emissões serão extraordinariamente contidos: 5,2 l/100 km em ciclo combinado e 121 g/km de CO2, valores que fazem do Giulietta o automóvel compacto a gasolina mais ecológico e mais eficiente do mercado, mesmo quando comparado com versões da concorrência com caixa de velocidades manual com níveis de potência e de prestações decididamente inferiores.
E assim concluo como comecei: proteger o ambiente sim, a todo o custo, e a Alfa Romeo, assumindo o seu compromisso com um mundo melhor, fá-lo sem sacrificar aquilo que durante mais de um século a define: paixão, porque como diz o slogan publicitário do Alfa Romeo Giulietta, sem coração seríamos apenas máquinas.
Fonte:
Auto Motor
, por Marcello Fantoni, Director Geral do Fiat Group Automobiles Portugal
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