Nova tecnologia para motores Diesel
Os construtores europeus de automóveis vão introduzir uma nova tecnologia que permitirá tornar os motores Diesel menos consumidores e mais amigos do meio ambiente.
Já em 2007, começarão a surgir nos motores Diesel resistências de pré-aquecimento que também servem como sensores de pressão da câmara de combustão, permitindo à unidade electrónica de comando termais uma informação que lhe permitirá ajudar a reduzir os NOx, e que permitirá até dispensar os dispositivos de tratamento deste tipo de emissões ao nível do escape.
A Beru e a Siemens VDO, fabricante de componentes encontram-se a desenvolver esta tecnologia, que tornará possível a introdução de motores Diesel no mercado norte-americano, atendendo às restritas normas anti-poluição. «Com a tecnologia de sensores de pressão conseguiremos cumprir as normas US Tier 2 Bin 5 e mantê-las durante cerca de 200 mil quilómetros ou 10 anos» afirmou Michael Wiesseback, especialista de tecnologia Diesel da AVL, uma companhia de engenharia na Áustria.
A legislação norte-americana irá limitar as emissões de NOx apenas a 0.07 gramas por quilometro a partir de 2007, enquanto que Euro 5, a entrar em vigor a partir de 2010 será de 0.08 g/Km.
A forma de funcionamento das novas resistências é simples. Enquanto que nos motores a gasolina, a regulação da alimentação de combustível e do ponto de ignição é feita a partir, entre outros sensores, da sonda de oxigénio do escape, nos motores Diesel a informação que as unidades de comando electrónicas recebem baseia-se apenas em previsões de condições de funcionamento, sem terem uma das informações importantes para a redução dos consumos e eficiência do funcionamento do ciclo Diesel, como é o caso da pressão na câmara de combustão.
Com as novas resistências que permitem obter esta informação, as unidades electrónicas de comando obtêm um dado importante para corrigir tolerâncias relativas à injecção, em termos de quantidade e de momento, possibilitando a exploração dos limites do motor, obtendo mais binário e consequentemente mais potência.
No entanto, a grande vantagem da nova tecnologia é a de permitir reduzir as emissões de NOx, através da obtenção de temperaturas na câmara de combustão muito mais estáveis.
Fonte: Autosport / Helder Cardoso
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