Fiat 500 Topolino - Itália sobre rodas

Simples, robusto e económico, o diminuto Fiat 500 Topolino, contribuiu para popularizar o automóvel em terras transalpinas. O "Carocha" da Fiat... é impossível não associar o pequeno e simpático 500, ou Topolino (camundongo em italiano), ao "carro do povo" alemão - o popular "Carocha".
Lançado em 1936 pela Fábrica Italiana de Automóveis de Turim, foi o primeiro carro assinado pelo
Engenheiro Dante Giacosa e gozou da mesma popularidade em território transalpino que o Volkswagen em terras alemãs. O Fiat Topolino foi projectado para ter tracção dianteira, trazendo por isso o motor à frente desse eixo.

Mas o presidente da Fiat,
Giovanni Agnelli, recomendou a tracção traseira por temer uma rejeição do público italiano à novidade, então recém-disseminada pelo Citroën Traction Avant.
Com 2+2 lugares, duas portas, 3,30 metros de comprimento e dois metros de distância entre-eixos, o Topolino foi o mais pequeno carro produzido em série no mundo. Apesar do nome, o motor era pouco maior que um 500: uns exactos 569 cc, de quatro cilindros, que debitavam 13 cv de potência às 4.000 rpm e uma caixa manual de quatro velocidades, em que as duas últimas eram sincronizadas.

De mecânica simples, o reduzido peso foi conseguido graças ao recurso a técnicas nunca antes utilizadas em automóveis populares: na frente um único elemento servia de apoio para o motor (quatro cilindros com 569 cc), coluna de direcção e suspensão.
Este reforço permitiu aligeirar a zona central do chassis que apenas tinha de suportar os 535 kg de peso da pequena carroçaria. Muito embora não ultrapassasse os 90 km/h, conseguia por outro lado grandes performances ao nível do consumo, perfazendo 16 quilómetros com apenas 1 litro de combustível.
As linhas curvilíneas do "camundongo", bem avançadas e aerodinâmicas, romperam para com o design tradicionalmente "quadradão" da época, e não sofreram quaisquer alterações de 1936 até 1948, altura em que a produção foi interrompida, consequência da Segunda Guerra Mundial.

Em 1948 surgia a versão 500B, acompanhada da berlina Giardiniera. As novas "coqueluches" italianas apareceram com novo visual, nomeadamente com uma nova grelha de três elementos, guarda-lamas abaulados, faróis embutidos e um pequeno porta-bagagens na traseira; o motor passou a ter válvulas à cabeça e desenvolvia mais 3,5 cv de potência.
A berlina tinha uma carroçaria de metal com madeira embutida nas portas, bem ao estilo dos modelos norte-americanos, e oferecia uns confortáveis quatro lugares com espaço para a bagagem de toda a família.

Já em 1949 aparecia a terceira versão, o 500C, com um sistema que a marca utilizou pela primeira vez - o aproveitamento do calor emanado pelo radiador para aquecer o habitáculo do Topolino. Três anos depois a Giardiniera tornava-se a Belvedere e perdeu a madeira da carroçaria.
A Fiat desenvolveu ainda mais duas versões para o Topolino: uma versão cabrio e outra comercial - o Furgoncino. O Topolino acumulava 520 mil unidades vendidas, desde o primeiro modelo, quando se aposentou em 1954 para dar lugar a novos modelos.
Fonte: Motores / Bruno Dias
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