Autor Tópico: Forças Policiais  (Lida 3432 vezes)

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Tiffosi

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Forças Policiais
« em: 13 de Abril, 2007, 17:47:15 »
Forças Policiais

O Governo vai extinguir a Brigada de Trânsito e criar um sistema único de segurança que coordenará todas as forças policiais. A liderá-lo estará um "todo-poderoso" que responderá directa e exclusivamente a Sócrates. Uma revolução que está a gerar o caos entre os agentes da autoridade e a unir a oposição, à esquerda e à direita do Governo, contra uma medida apelidada de  "militarista" e de "erro histórico"

O todo-poderoso
   
Está instalado o caos entre as várias entidades policiais. O primeiro-ministro vai empreender, já em meados de Junho, uma profunda revolução no organigrama da segurança interna e das forças de segurança. Medida que implica, desde logo, a criação da figura do secretário-geral do Sistema Integrado da Segurança Interna (SISI) - uma espécie de "todo-poderoso" que responderá directa e unicamente a José Sócrates, coordenando a PJ, a PSP e a GNR, em todos os seus braços.

Os efeitos mais imediatos e notórios deste novo quadro passam pela extinção das brigadas de Trânsito (BT) e Fiscal (BF). No caso da BT, a sua actividade será supostamente assegurada por uma direcção técnica afecta ao Comando Geral da GNR, sendo que os seus agentes serão transferidos para vários grupos territoriais espalhados pelo país.

Segundo a leitura do chefe do Governo, as funções destes efectivos permanecerão idênticas. Mas há quem questione: não estará o Governo a passar a pasta do trânsito para a esfera municipal? (ver caixa).

Até ao momento, e segundo adianta fonte próxima da BT, a estupefacção dentro da corporação é enorme. "É uma decisão tomada em cima do joelho e sem auscultar ninguém". Para mais, e segundo apurou a nossa revista, a proposta agora aprovada em Conselho de Ministros - e que seguirá o seu rumo até à Assembleia da República - ignora de todo outra, prévia, apresentada pela BT e que visava a especialização de uma unidade com especial formação para apoiar as acções estradais.  

A oposição considera que a extinção da BT poderá colocar em causa o Plano Nacional de Segurança Rodoviária
 
Perante este cenário, os agentes da BT sentem-se "desalmados" e ninguém consegue adivinhar qual será o futuro próximo. "Onde será incorporado todo este corpo de agentes? Não há quem nos diga uma palavra", diz a mesma fonte, que considera muito difícil "entroncar todas estas forças numa só cabeça". Porquê? "Perder-se-á o espírito de unidade, a disciplina, a ética e a conduta de uma das corporações que melhor serviço presta na área do trânsito".

Além do mais, numa altura em que as diferentes forças alegam já atropelos e ingerências nas diversas esferas de competência, "misturar todas e dar-lhes um novo patrão comum não parece boa ideia. Mas cá estaremos para ver no que resulta esta ideia". Refira-se que o mesmo caminho que a BT leva a BF, que também perderá autonomia e será substituída por uma Unidade Fiscal e uma Unidade de Controlo Costeiro.

Sair das secretárias
 
Outra das novidades anunciadas por Sócrates passa pelo congelamento de novas admissões nos quadros da GNR e da PSP até 2010, com vista à poupança de aproximadamente 270 milhões de euros. Verba essa que será posteriormente investida na aquisição de mais equipamento de fiscalização e no reforço da frota automóvel, perspectivando-se a compra de mais três mil unidades destinadas a acções exteriores.

Uma vez que a ideia da proposta do Governo será também a de levar os efectivos a uma maior intervenção nas operações, o primeiro-ministro garante que os trabalhos de "secretária" nos serviços de segurança serão assegurados por 1800 funcionários públicos (entretanto desviados para tais funções), o que permitirá libertar sensivelmente 4800 agentes da BT e PSP para acções de rua.

O desagrado pela criação desta superpolícia está a unir a oposição, tanto à direita como à esquerda do Governo. O CDS, pela voz do ex-secretário de Estado da Administração Interna, Nuno Magalhães, rotula de "erro histórico" o fim da BF e da BT, alegando que "prejudicará "o combate aos vários tipos de crime fiscal" e que dará "uma machadada no Plano Nacional de Segurança Rodoviária".  

Já Marques Mendes, do PSD, teme que estejamos perante uma decisão "atabalhoada, à semelhança do sucedido com as urgências médicas". E também o PCP, através de Jerónimo de Sousa, lamenta os 270 milhões a investir em forças "mais militaristas, em vez de incentivar a vertente civilista das forças de segurança", temendo, inclusivamente, a aposta "numa tónica repressiva".

Até ao fecho desta edição, o nome mais prov*vel para liderar o SISI era o do tenente-coronel Leonel de Carvalho, actual responsável pelo Gabinete de Coordenação de Segurança, que assegura a articulação (possível...) entre as várias forças policiais.

Fonte: Auto Motor / por Jorge Flores (Fotos Pedro Sampayo Ribeiro)





Tiffosi

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Re:Forças Policiais
« Responder #1 em: 17 de Dezembro, 2008, 19:29:25 »
«Brigada de Trânsito» passa a «Unidade Nacional de Trânsito»


A Brigada de Trânsito da GNR vai passar a designar-se, a partir de 1 de Janeiro, de «Unidade Nacional de Trânsito» e a Brigada Fiscal dará origem à Unidade de Controlo Costeiro e à Unidade de Acção Fiscal, adianta a agência Lusa.

No âmbito da regulamentação da Lei Orgânica da GNR, foi esta terça-feira publicado em Diário da República a portaria que estabelece a organização interna das unidades territoriais, especializadas, de representação e reserva da GNR e define as respectivas subunidades.

Segundo a portaria, a Unidade Nacional de Trânsito terá como responsabilidade a segurança e fiscalização rodoviária, enquanto a nova Unidade de Controlo Costeiro fará a vigilância da costa e a Unidade de Acção Fiscal terá como missão a investigação do crime fiscal e aduaneiro.

O porta-voz do Comando-Geral da GNR, tenente-coronel Pedro Costa Lima, disse à agência Lusa que as mudanças não se traduzem apenas numa alteração de nome, mas sim numa "descentralização dos serviços", que serão colocados "mais próximos dos cidadãos", acrescentando ainda que as alterações na Brigada de Trânsito só se vão efectuar após a operação de Natal e Ano Novo, a 05 de Janeiro, para não a prejudicar.

Fonte: AutoPortal
« Última modificação: 17 de Dezembro, 2008, 19:31:54 por Tiffosi »





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Forças Policiais
« Responder #2 em: 23 de Outubro, 2009, 16:34:59 »
Extinção da BT reduz número de multas em 2009


Novo balanço à extinção da Brigada de Trânsito, extinta no início do ano, indica que nos primeiros nove meses de 2009 foram passadas menos 118.221 multas do que em igual período de 2008.

Apesar da redução de 49.9% do número de autos de contra-ordenação em 2009, o número de acidentes e de mortos, pelo contrário, aumentou, contabilizando-se mais 135 sinistros e 8 mortos, que em 2008.

Os dados divulgados, do quadro que compara o número de acidentes com o número de autos de contra-ordenação, é referente às áreas que eram, em 2008, policiadas pela Brigada de Trânsito, concluindo-se que, em certas regiões, o número de autos reduziu em 80%.

No final de Setembro de 2008, a BT contabilizava 238.932 multas passadas, sendo que durante este ano, em igual período, contabilizaram-se 120.721 multas levantadas, menos 118.221 multas que em 2008. Leiria e Carregado foram as áreas onde o número de autos de contra-ordenação mais baixou, 82.8% e 80%, respectivamente.

Porto, Maia e Penafiel foram outras áreas onde o número de autos também decresceu, 77.7%, e onde o número de processos-crime diminui 56.2%.

A divulgação destes dados é feita numa altura em que o movimento que tem contestado a extinção da BT, e que considera esta extinção um erro político, prevê nova investida junto do Governo, dado o novo quadro parlamentar. 

Fonte: Auto Hoje





sousart

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Re:Forças Policiais
« Responder #3 em: 23 de Outubro, 2009, 17:01:07 »
Extinção da BT reduz número de multas em 2009



Porto, Maia e Penafiel foram outras áreas onde o número de autos também decresceu, 77.7%, e onde o número de processos-crime diminui 56.2%.


Fonte: Auto Hoje

não é por acaso que a BT da Maia tinha fama de ser "multadora"  ^_^ ^_^ ^_^

Tiffosi

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Forças Policiais
« Responder #4 em: 21 de Setembro, 2011, 18:06:58 »
Começa a “Semana da Indignação”



As forças policiais prometem uma semana de protesto contra a existência de duas tabelas remuneratórias. O ponto alto será no próximo dia 28, em que tem lugar uma manifestação

Durante os próximos sete dias, e de acordo com o que é avançado pelo jornal Correio da Manhã, os agentes da autoridade estarão a ser incentivados a não comparecer no local de trabalho (através de dias de férias e folgas) e a optar por uma postura “pedagógica” no que se refere às multas.

O motivo deste protesto, que se inicia hoje com um Encontro Nacional no Porto, de onde sairá um calendário com as várias acções de protesto a levar a cabo, é a existência de uma dupla tabela de remuneração, que, segundo Paulo Rodrigues, presidente da Comissão Coordenadora Permanente das Forças de Segurança, ameaça o funcionamento das instituições de segurança do país.

Esta “Semana da Indignação” terminará no próximo dia 28 de Setembro, em Lisboa, com uma manifestação de rua.

Fonte: Auto Motor





Lourenço

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Re: Forças Policiais
« Responder #5 em: 23 de Setembro, 2011, 14:56:41 »
Por acaso agora é muito raro encontrar um polícia a pé na rua. Só mesmo em obras, ou a guardar embaixadas ou edifícios oficiais. Antigamente não era assim!