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O meu pai é a mesma coisa, excepto que não guarda na garagem que nessa, os carros já mal cabem por ser pequena e vai arrumando aqui e ali (o sótão é quase por conta dele...)Mas normalmente ele aproveita muita coisa que até dá umas ideias engraçadas.Alguns exemplos:-De uma chapa de inox com uns cortes em meia lua, ele fez um portão para os cães da minha tia. Não enferruja e tem um design "diferente".-De um cavalete em ferro surgiu a base para um torno em ferro que aguenta toda a porrada e não mexe (o conjunto torno+cavalete, eu e ele ficamos á rasca para o transportar e não somos propriamente fraquitos)-De um caixote de lixo que estava para deitar fora, surgiram as rodinhas para um carrinho deslizante para mover móveis. Já suportou 200KG e ainda não partiu. (normalmente o que ele mais procura são rodas para as invenções dele)-De um par de roldanas pequeninas que estavam para deitar fora no trabalho dele, surgiu um sofisticado arame movel para a minha mãe estender a roupa a secar.-Tem um ferro de engomar daqueles que ainda se deitavam brasas dentro para engomar, á espera de restauro.-De um fogão daqueles antigos em ferro que tem a meio a portinha para a lenha a meio e dos lados dois fornos, surgiram 2 fornos para os cozinhados de cá de casa para além de se poder cozinhar o comer quase á borla (vivemos no meio dos pinheiros) e ainda aquecer a casa toda.As mais interessantes:-Da suspensão traseira de um FIAT Uno, fez um carrinho de 3 rodas(com o travão de mão por cabo ter sido engenhado para funcionar com o pé). Não sei se havia por aí, os chamados carros de se arrastar. As rodas traseiras vieram de dois pneus sobreselentes de Unos ou Puntos (já não me lembro). O pneu da frente foi de um carrinho de mão que estava para ir para o lixo. Câmara de ar nova e está lá para as "descidas" que se realizam cá. O banco é proveniente daquelas antigas escravanihas que se utilizavam nas escolas que tinham tampa. A extrutura tubular veio do resto do inox da varanda que ele fez para a casa, assim como a tinta da varanda ainda deu para pintar o carrinho.-Da suspensão de um Renault Clio (dos mais antigos) vai surgir um carro do mesmo estilo que ele vai construir com um amigo-Um outro carrinho "veio" de placas de cofragem. As rodas deste são em madeira de um castanheiro velho que caiu ao pé de casa a meio da estrada. Ficámos com lenha para todo o inverno e ele ainda conseguiu um "ramo" para tornear as rodas.-Dos tambores de travão de um camião Volvo vai surgir um braseiro para as espetadas que ás vezes fazemos em casa.-Uma chapa em ferro fundido (não sei a origem) serve para eu equilibrar o meu carro na garagem para não ficar com uma roda no ar. (é complicado para explicar)-O móvel da aparelhagem de som de cá de casa proveio de meia dúzia de extensores que estavam perros. Tratamento anti ferrugem e ao fim de 10 anos ainda não tem pinta de ferrugem. Foi adaptado para suportar a televisão por cima -A minha primeira escravaninha era de uma mesa de escola. Levou um tampo novo de madeira que tinha sobrado de alguma coisa e suportou os meus livros da 2ª à 4ª classe (hoje serve de mesa para ele colocar parafusos)-De um outro tambor de travão de um Volvo (ou era Bedford, não sei ao certo) saiu uma cadeira rotativa de base "pesada". Na cadeira, o veio central veio também de um extensor. Os descansos dos braços também vieram de qualquer coisa que ele aproveitou mas não me lembro.-Os pilares da entrada do acesso á garagem são dois tubos em lusalite (?) cheios de cimento. A parte de cima é uma meia bola cujo molde foi do resto de um foguete que explodiu e que aterrou ao pé de nós no fim do ano (esteve guardado talvez por 3/4 anos)-Tem também uma cozinheira das antigas, para além de vários lampiões, fudegas e petramax (?)-O bar (não é negócio) que temos em casa, na tal loja, proveio de um carvalheiro que também veio ao chão perto de casa. Moto-serra na mão, carregou a burra de carga dele (L200 '87) foi á serragem e já tinha madeira para todos os parteleiros.-Também restaurou uma máquina de escrever da Royal.-Tem uma armadilha de caça grossa parcialmente inutilizada por ele por motivos óbvios. Foi num dia de caça ao coelho em que ele ficava sem a perna se não reparasse naquela porcaria ali armada.-Tem uma protecção para lâmpada daquelas em arame que se utilizava antigamente nas oficinas...Quase tudo de coisas que iam ir para o lixoBasicamente ele guarda (quase) tudo. Quando tem uma ideia brilhante (não são poucas), vai lá vasculhar, pega na máquina de soldar e voilá: uma peça de arte moderna muito útil surgida de alguma coisa velha.Ele só se sente feliz a "foçar" em ferro, a soldar, a tratar de árvores (adora enchertar árvores) e a fazer mil e uma coisas que ás vezes ficamos de boca aberta.Isto meus amigos chama-se Reutilizar ^_^(Se quiserem fotos de alguma coisa, é só avisar, incluindo os carrinhos)
a única coisa antiga e velha que sou obrigado a gramar é a borrega da sogra.... porrrrrrraaaaaaaa.....
Podes vendê-la no prego!
Pois é Carlos, é como eu digo ele devia ser meu sócio...eheheh, sou mesmo assim como ele tudo o que vejo, lá vem para casa.Aquele rádio é um estrondo, aliás vejo peças dentro do bar lucas que são simplesmente magníficas, isto já está no sangue de cada um...eu faço um terreno de um cunhado meu, cultivo um pouco de tudo, lai perco o stress do dia a dia do meu trabalho de escritório e então lá nesse terreno existe uma casa já degradada, pois tem lá coisas a cair de podres, coisas com dezenas de anos, tais como um orgão todo alagado, já olhei muitas vezes para ele...quadros muito antigos um deles é o coração de cristo, descobri um tear muito antigo, chocalhos, moedas, candeiros, lamparinas etc e livros religiosos desenas deles desde o principio do século passado, panfletos religiosos, uns eles de 188 e tal...Um dia destes abri o tanque da água e estava a regar a horta, no final quando vinha pelo rego acima para o tanque olho para o chão euma moeda aqui outra ali e mais umas aculá, olha encontrei várias moedas que estavam por ali e a água ao passar deixou-as a descoberto..Isto no fundo é paixão e depois leva-nos a passar o tempo a restaurar...
@Carlos creio que a tua fudega deste lado do atlântico dá-se pelo nome de lamparina