Autor Tópico: Ferrari  (Lida 9803 vezes)

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« Responder #15 em: 09 de Julho, 2007, 15:34:09 »
Stepney alega inocência

Em entrevista a diversos orgãos de comunicação britânicos, Nigel Stepney reiterou a sua inocência em relação à acusação de cedência de informações técnicas a um elemento da McLaren - neste caso Mike Coughlan (engenheiro em Woking).

No comunicado que fez circular, Stepney afirma ser vitima de perseguição pela Ferrari, tudo porque pediu para deixar de viajar com a equipa, já que a partir do momento em que Ross Brawn saiu, era obrigado a responder a quatro ou cinco pessoas na estrutura hierárquica da formação de Maranello.

Refere ainda, que procurou Nick Fry (chefe de equipa da Honda) para incorporar os quadros da sua formação, algo que foi mal visto pela Ferrari.

Para terminar, Stepney referiu que «acredita na justiça italiana» e num bom desfecho deste caso, comprovando a sua inocência.

Fonte: Auto Sport
 





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« Responder #16 em: 09 de Julho, 2007, 15:35:24 »
ai ai ai ai ai :deal:  
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« Responder #17 em: 09 de Julho, 2007, 17:05:05 »
Presidente da FIA não descarta hipótese de Mclaren perder pontos

Max Mosley pouco quis falar sobre o caso de espionagem da equipa britânica sobre a Ferrari, mas adiantou que, só em casos muito excepcionais, a sanção seria diferente entre a equipa e os pilotos.
A Ferrari acusa a Mclaren Mercedes de espionagem através de um ex-funcionário da marca do cavalinho rampante e o agora suspenso funcionário da Mclaren.

A equipa italiana já recorreu para tribunais italianos e ingleses, na tentativa de provar a passagem de documentos confidenciais para a sua rival através da pessoa Mike Caughlin, que esteve envolvido na concepção dos monolugares da presente época.

Fonte: Prego a Fundo
 





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« Responder #18 em: 09 de Julho, 2007, 17:32:33 »
(...)
Nigel Stepney responde à Ferrari

Nigel Stepney respondeu este domingo à Ferrari através de uma entrevista ao jornal inglês Sunday Times, considerando-se inocente das acusações de espionagem industrial e dizendo-se alvo de uma perseguição por parte da equipa transalpina.

Declarações de Nigel Stepney:
O primeiro sinal de potenciais problemas apareceram em Setembro passado, quando o Ross Brawn revelou que iria passar por um ano sabático e a estrutura técnica seria alterada. Eu queria depender directamente do Aldo Costa, o director do departamento de chassis. Ele era a pessoa certa a quem prestar contas. Não queria depender do Mario Almondo, o novo director técnico.

Em meados de Fevereiro, a nossa relação profissional começou a quebrar-se. Eu não conseguia trabalhar com eles. Senti falta da relação directa com o Ross. Ele sabia exactamente o que eu podia fazer; sempre tive o total apoio do Ross. Agora, dependia de quatro ou cinco pessoas. Era muito frustrante.

Disse ao Jean Todt que não queria continuar a trabalhar. Queria parar para pensar sobre o meu futuro. A Ferrari não tomou isso de bom grado.

A minha posição, baseada na fábrica, passou a ser de director do desenvolvimento da performance. Comecei a sentir-me como se fosse um traidor apenas por que já não queria viajar.

Neste momento, não estava a procura de outra equipa. Mas sempre que discutia alguma coisa com outras pessoas na fábrica enquanto exercia as minhas funções, os altos responsáveis eram informados. As pessoas ficaram com medo de falar comigo.

Estava numa posição em que era complicado realizar o meu trabalho. No final de Março a situação era insuportável. Comecei a olhar para outras equipas e abordei o Nick Fry.

Encontrei-me com o Mike (Coughlan) no final de Abril. Encontrei-me com o Nick (Fry), mas não queria ter outra reunião sozinho.

No princípio, o Mike não considerava uma mudança de equipa, apesar de não se sentir confortável na estrutura da McLaren. Então, três ou quatro pessoas da Ferrari, indicaram-me, depois de terem lido notícias da minha abordagem à Honda, que estariam interessadas em se juntarem ao grupo técnico de outra equipa. Eles queriam seguir-nos para uma estrutura onde se sentissem confortáveis.

Nego categoricamente que tenha passado qualquer informação técnica ao Mike durante a nossa reunião, ou outra qualquer altura.

Discutimos sobretudo o tipo de estrutura e de ferramentas que necessitaríamos para realizar o trabalho noutra equipa. Via o futuro como uma forma de ajudar a Honda a edificar essa estrutura.

Não se leva apenas uma estrutura de uma equipa para outra e tudo corre bem. Estas coisas têm que evoluir, mas eu e o Mike concordámos em juntar forças e discutimos o que poderíamos oferecer a uma equipa.

Então encontrámo-nos com o Nick Fry em Heathrow no dia 1 de Junho.

No dia 17 de Março, quando existiam movimentos legais contra mim por parte da Ferrari, pessoas foram levadas da fábrica à esquadra dos Carabinieri (n.d.r.: polícia italiana) para serem ouvidas, mas não foram feitas quaisquer acusações.

A minha casa em Serramazzoni foi alvo de busca por duas vezes.

Depois do caso com os Carabinieri, informei o Jean Todt que iria de férias para as Filipinas - preenchi o formulário relevante mas ficou na minha secretária e não o entreguei - e que não regressaria enquanto tudo não fosse clarificado. Desde então não falámos.

Admito que parece óbvio, mas algo está a acontecer na Ferrari.

Fui acusado por Mario Almondo de ter tirado alguns desenhos. Eu tinha-os em meu poder legitimamente porque eu precisava deles para trabalhar no simulador, mas foi-lhe dito pelo departamento de desenho que eu os tinha. Agarrei nos papéis e coloquei-os na secretária do Almondo. No dia seguinte estavam novamente na minha!

Nego categoricamente que os tenha copiado ou que os tenha enviado ao Mike Coughlan. Eu sabia que era observado na fábrica e que tudo o que dizia ou fazia era relatado, além disso, sempre que eu acedia a ficheiros no computador era sabido.

Não sei como foi que o Mike obteve os documentos. Nem sequer tenho a certeza se ele alguma vez os teve. Alguém sabe? Afirmo categoricamente que ele não os obteve através de mim. Se ele os tem, então obteve-os através de outra fonte.

Seria estúpido ir para qualquer local se eu tivesse material desse género, não seria? Fui eu que implementei na Ferrari grande parte dos sistemas e métodos de trabalho relativamente às operações das equipas de testes e de corridas, além da preparação dos carros, informação que, segundo me dizem, deveria estar nesses documentos.

Eu trabalhei em tudo isto com o Ross e com o Aldo Costa. Portanto, se eu tinha esse material na minha cabeça, para que precisava dos documentos? Tenho sérias dúvidas de que o Mike os tenha.

Eu não tenho nada a esconder; eu deixei as chaves da minha casa na empresa, portanto qualquer pessoa da Ferrari podia lá ter ido.

A Ferrari está aterrorizada com o valor da informação que tenha na minha cabeça. Parece que eu sei onde estão enterrados os corpos dos últimos dez anos e houveram muitas controvérsias durante esse período de tempo.

Mas acham que o Nicolas Tombazis (designer chefe) veio para a Ferrari vindo da McLaren sem nenhuma informação na sua cabeça? A nova aerodinâmica frontal da Ferrari veio da McLaren porque estava na cabeça dele.

Estou apenas um pouco confuso. Nunca fui um yes man e fui apertado, assim que fui contra o sistema da Ferrari.

Comecei a ser culpabilizado por tudo e comecei a sentir-me tramado. Fui acusado, mas não indiciado até agora, apenas existe uma investigação. Sinto-me num deserto.

A Ferrari é única em Itália, é uma religião. Irmos contra ela, é como ir contra o Vaticano.

É natural que esteja ansioso, mas não fiz nada de errado e acredito no sistema legal de Itália.

Fonte: Sport Motores/ por Jorge Girão  





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« Responder #19 em: 09 de Julho, 2007, 17:43:28 »
(lol)  (lol)  (lol)  o gajo é engraçado  
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« Responder #20 em: 10 de Julho, 2007, 15:35:32 »
Sessão de Tribunal agendada para amanhã

Após a realização de uma audiência preliminar o tribunal britânico que julgará o caso que opõe a Ferrari ao Chefe de Projecto da McLaren, Mike Coughlan (entretanto suspenso), por receptação de documentos confidenciais, terá a sua primeira sessão de julgamento agendada para amanhã.

A data foi marcada tendo em vista permitir que a polícia proceda a uma aturada pesquisa nos discos dos computadores do engenheiro britânico, apreendidos na rusga a sua casa efectuada durante a pretérita semana.

Na audiência preliminar, em que Coughlan se recusou a falar, foi dado como provado que a sua mulher Trudy Coughlan mandou fotocopiar, numa loja especializada em Woking, 780 páginas de documentos confidenciais que pertenciam à Ferrari. Terá sido o número elevado de páginas a fotocopiar e os cabeçalhos com a indicação “Confidencial” e “Ferrari SPA” que levaram um empregado da referida loja a telefonar directamente para Maranello, alertando a Scuderia para o que estava a suceder.

Na mesma audiência provou-se, também, que um dos directores executivos da McLaren, Jonathan Neale, sabia que Coughlan tinha os documentos na sua posse, desconhecendo-se se o seu conhecimento sobre a receptação era anterior ou posterior ao processo avançado pela Ferrari contra Stepney.

Fonte: Auto Sport
 





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« Responder #21 em: 31 de Julho, 2007, 15:31:20 »
FIA decidiu banir só os engenheiros

O conselho Mundial da FIA reunido durante largas horas em Paris decidiu apenas banir do desporto automóvel os engenheiros alegadamente envolvidos no processo de espionagem da McLaren sobre a Ferrari.

A McLaren e a Ferrari vão manter-se no Campeonato do Mundo de Fórmula 1 sem sofrer qualquer penalização por parte da Federação Internacional do Automóvel, depois de o Conselho Mundial se ter reunido para ouvir o que os advogados de ambas as equipas tinham a dizer sobre um alegado caso de espionagem.
Recorde-se que a Ferrari acusava a McLaren de ter recebido um documento de 730 páginas com toda a informação sobre a construção do F2007, o carro de Raikkonen e Massa.

Ron Dennis sempre negou tais acusações e hoje, em Paris, na sede da FIA, reiterou tudo o que tem vindo a afirmar não se escusando, inclusivamente a um pouco de teatro quando não susteve as lágrimas ao afirmar que não é batoteiro.
As alegações foram longas e demoradas e, como sublinhou Vasconcelos Tavares, ex-presidente da federação portuguesa e o único membro português no Conselho Mundial da FIA, «de uma excelência de conteúdos como eu nunca vi. Os advogados da Ferrari foram muito bons a expor as acusações, mas os da Mercedes ainda foram melhores na defesa.».

De resto, prossegue Vasconcelos Tavares: «De qualquer forma não se conseguiu provar nada e por isso ficou decidido que, no futuro, se se vier a verificar que a McLaren usa alguma informação da Ferrari para construir os seus carros, então aí sim, será banida do desporto automóvel durante dois anos. Por agora, nenhuma das equipas sofre qualquer penalização, porque não há matéria para as condenar.».

Quem foi banido das competições foram os dois engenheiros envolvidos no processo, Nigel Stepney, por parte da Ferrari, e Mike Coughlan pela McLaren.

Fonte: Auto Hoje





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« Responder #22 em: 31 de Julho, 2007, 15:33:36 »
Ferrari acha decisão da FIA incompreensível

A escuderia italiana argumenta que a decisão da FIA legitima os comportamentos desonestos na F1 e abre um «grave precedente».

A Ferrari mostrou-se desagradada com a decisão da Federação Internacional do Automóvel (FIA) de não sancionar a McLaren-Mercedes, por ter na sua posse informação confidencial da equipa italiana.

«A Ferrari faz notar que a Vodafone McLaren Mercedes foi considerada culpada pelo Conselho Mundial da FIA. É, portanto, incompreensível que, violando um princípio fundamental da honestidade desportiva, não seja sancionada. Esta decisão legitima o comportamento desonesto na Fórmula 1 e abre um precedente muito grave» - fez saber a Ferrari em comunicado.

«Esta situação reveste-se de uma maior gravidade, na medida em que a F1 é uma modalidade, na qual os detalhes fazem toda a diferença. Por isso, cremos que esta decisão afecta a credibilidade da F1» - pode ainda ler-se no comunicado da escuderia italiana, que continuará com as acções penais em Itália e as civis em Inglaterra.

Fonte: Auto Hoje





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« Responder #23 em: 31 de Julho, 2007, 16:52:54 »
Ferrari pondera apelar da decisão da FIA    



Escuderia italiana não se conforma com o facto da McLaren não ter sido punida depois de ter ficado provada a espionagem da McLaren sobre a equipa de Maranello  

Tal como o LusoMotores aqui referiu na passada semana, o Conselho Mundial da FIA deu como provada a existência de espionagem feita pela McLaren sobre a Ferrari, mas acabou por não aplicar qualquer sanção sobre a escuderia britânica depois de etr ficado provado que da acção de espionagem não resultou qualquer vantagem para a McLaren, que não terá mesmo usado quaisquer conhecimentos recolhidos das informações a que teve acesso para a construção dos seus monolugares. Todavia, a Ferrari não se conforma com esta decisão, afirmando não perceber como é que não é punida uma equipa depois de ter ficado claro que essa formação esteve envolvida numa acção de espionagem. Perante isto, a Ferrari pondera mesmo apelar da decisão da FIA no caso de espionagem.

Depois de vários responsáveis da Ferrari terem vindo a público afirmar que se fosse ao contrário a Ferrari já teria sido severamente punida, os responsáveis pela escuderia italiana recusa-se a dar este caso por encerrado e pode mesmo apelar da decisão do Conselho Mundial da FIA. Em comunicado oficial, o Conselho Mundial justificou as suas decisões argumentando que "não há evidências de que a McLaren tenha utilizado ou beneficiado da posse das informações a que teve acesso, pelo que não poderá ser punida".

Logo após ter tomado conhecimento da posição dos responsáveis máximods da FIA, a Ferrari emitiu um comunicado considerando a decisão "incompreensível". O diretor executivo da equipe, o francês Jean Todt, afirmou mesmo a disponibilidade para apelar da decisão, frisando que o dossier encontrado na casa de Mike Coughlan, em Inglaterra, que lhe teria sido entregue pelo ex-mecânico chefe da Ferrari, Nigel Stepney, teria sido a base do pedido de esclarecimento a respeito do fundo móvel colocado nos monolugares da Ferrari, feito pela McLaren logo após o GP da Autrália.

"Durante a reunião do Conselho Mundial, os representantes da McLaren, sem excepção, admitiram que o seu projectista-chefe obteve os documentos em Março, antes do GP da Austrália", afirmou Jean Todt. "Algumas dessas informações foram usadas para preparar o pedido de esclarecimento solicitado pela FIA, em que são colocadas dúvidas a respeito da legalidade de 'alguns carros', que claramente se referem à nossa equipa".



Para Jean Todt, isso é uma clara evidência de que as informações conseguidas a partir do documento apreendido com Coughlan foram utilizadas para se obter vantagens. "Para a Ferrari, isso é como jogar póquer contra um adversário que sabe quais são as suas cartas", disse. "Não percebemos porque afirma agora o Conselho Mundial da FIA que a prova do uso de tais informações seja apenas a aplicação desses dados no carro da McLaren. Aliás, para a Ferrari é impossível avaliar se houve ou não a utilização dos nossos dados na construção dos carros da McLaren uma vez que não temos acesso aos mesmos", concluiu Jean Todt.

Aliás, Jean Todt, em comunicado, garante não perceber o motivo pelo qual o veredicto do Conselho Mundial da FIA ter sido tão benevolente em relação à McLaren e afirmou-se mesmo "aborrecido". "O que aconteceu foi sério. Por um lado, o veredicto de culpado foi dado e, por outro, nenhuma sanção foi aplicada. Não posso compreender isto. Durante a reunião, os directores da McLaren, sem excepções, admitiram que receberam de Mike Coughlan, em Março, antes do GP da Austrália, documentos de Nigel Stepney, o ex-chefe dos mecânicos da Ferrari. Alguns destes dados foram utilizados para preparar um protesto junto à FIA, claramente contra nós, no GP da Austrália, quando o chefe da McLaren lançou declarações dizendo ter "dúvidas sobre alguns carros". Logo, esta informação, de facto, foi utilizada para conseguir alguma vantagem sobre nós. Se não o foi para melhorar a performance deles, pelo menos foi-o para limitar a nossa". disse.



Este responsável da Ferrari acrescentou ainda que a reunião de quinta-feira não foi um tribunal, mas apenas um encontro do Conselho Mundial da FIA, em que apenas a McLaren foi solicitada a responder a acusações em que os elementos da Ferrari estiveram presentes "apenas como observadores". "Não tivemos possibilidade de desempenhar um papel efectivo como gostaríamos. Só pude fazer umas poucas perguntas e responder a algumas, poucas também, mas não pudemos apresentar o nosso caso ou mostrar os documentos que o sustentam, pelo que esta decisão permanece desapontadora e surpreendente. Não é aceitável que se crie um precedente num assunto tão importante - o veredicto da culpa numa violação do princípio fundamental deste desporto, que é a honestidade, não incorra automaticamente numa punição", acrescentou Jean Todt. Os responsáveis da Ferrari garante agora que irão prosseguir com acções legais, em Itália e Inglaterra, e não descartam a possibilidade de tomar novas medidas legais.

Massa promete responder na pista



Igualmente decepcionado com a decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ao deixar a McLaren sem qualquer punição relativamente a este caso, o piloto brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, afirmou este domingo que a resposta da escuderia italiana tem de ser dada na pista. “Certamente que este não é um bom momento para o desporto. Não cabe aos pilotos julgar, mas temos as nossas opiniões e acredito que tanto o Jean Todt como o presidente Luca di Montezemolo vão reagir enquanto que nós, os pilotos, temos que trabalhar nas pistas. Temos um bom carro e a diferença para a McLaren não é grande. Além disso, poderia ter ganho em Nurbürgring se não fosse a chuva”, disse Massa.

Recorde-se que o piloto brasileiro liderou durante quase todo o GP da Europa, disputado na Alemanha, e só foi ultrapassado pelo espanhol Fernando Alonso a cinco voltas do final, quando a chuva voltou a Nurburgrng. Após a prova, Massa e Alonso discutiram porque o espanhol reclamou da atitude do rival durante uma das tentativas de defesa à ultrapassagem, que Alonso acabou mesmo por conseguir, depois dos dois carros se terem mesmo tocado em pista. "Estávamos a disputar a posição e não fiz nada de errado, pelo que não me arrependo, mas espero que não se repita", comentou Massa, preferindo falar sobre o GP da Hungria, a realizar no próximo dia 5 de Agosto: "Vamos atacar e mostrar que eles não são os favoritos ao título como algumas pessoas andam a afirmar".

Recorde-se que Filipe Massa é, actualmente, o terceiro classificado no Mundial de Piloto de Fórmula Um, justamente atrás dos pilotos da McLaren. Massa possui 59 pontos, contra 70 do inglês Lewis Hamilton e 68 do espanhol Fernando Alonso, isto numa altura em que faltam sete etapas para o encerramento da temporada.

Briatore afirmou-se surpreendido e solidário com a Ferrari



Este caso está a ultrapassar as barreiras da McLaren e da Ferrari e está a merecer a atenção de todas as restantes escuderias. Flávio Briatore,  dirigente máximo da Renault, foi já um dos responsáveis a comentar a posição do Conselho Mundial da FIA, tendo assumido a surpresa que sentiu quando tomou conhecimento da decisão tomada na passada quinta-feira. "Não entendi o que aconteceu porque se era uma situação que merecia ser apresentada ao Conselho Mundial, é porque era algo realmente grave. Aliás, se não fosse grave, uma simples reunião na Fórmula 1 poderia ter sido feita. Por isso não entendei mesmo o que aconteceu, e se a própria FIA admitiu que a McLaren possuía material da Ferrari, então por que não houve uma punição? Este veredicto faz-me lembrar Poncio Pilatos e a FIA lavou as suas mãos!"

Para não punir a McLaren, a FIA afirmou que não havia provas de que a equipa inglesa tivesse usufruído do material secreto da Ferrari, apesar de admitir que os líderes do campeonato detiveram em seu poder as informações durante algum tempo. A este propósito, Flavio Briatore considerou ainda que todo este caso prejudicou a Fórmula Um enquanto desporto em geral, tendo assumido a defesa da posição da Ferrari neste veredicto: "Obviamente que este caso todo foi muito prejudicial para os negócios da Fórmula Um, e se alguém deteve material ilegal seria justo que esse alguém pagasse pela ilegalidade que cometou. Falei ao telefone com Jean Todt e ele pareceu-me particularmente chateado. Por outro lado, também entendo a raiva de Luca di Montezemolo, o presidente da escuderia italiana".

Fonte: LusoMotores






 





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« Responder #24 em: 01 de Agosto, 2007, 15:54:42 »
FIA remete caso para o Tribunal de Apelação

De acordo com o autosport.com, a Ferrari irá ter a possibilidade de expor a sua versão do caso de espionagem, já que a FIA e Max Mosley decidiram remeter o caso para o Tribunal de Apelação.

Esta resolução surge na sequência duma carta do Presidente da Federação Italiana, Luigi Macaluso, onde este se insurge contra o Conselho Mundial extraordinário da FIA (de que o próprio italiano faz parte) onde critica o órgão por não ter penalizado a McLaren, depois de considerar a equipa inglesa culpada.

Em resposta a Macaluso, Mosley remete o assunto para o Tribunal de Apelação, onde a Ferrari poderá agora expor a sua versão dos factos, o que não sucedeu no Conselho Mundial, já que Todt esteve presente nessa reunião apenas como convidado.

No documento remetido para Macaluso, Mosley refere: «A sua carta sugere que o desfecho teria sido diferente caso tivesse sido dada oportunidade à Ferrari para ser ouvida, para além das que lhe foram oferecidas. Portanto, e tendo em conta a importância da confiança que o público tem de ter relativamente à decisão anteriormente tomada, a FIA irá remeter este assunto para o Tribunal de Apelação, de modo a que este órgão possa ouvir a Ferrari e a McLaren ou outro qualquer competidor do campeonato, que o solicite, para determinar se a decisão do Conselho Mundial extraordinário da FIA foi apropriada, e se não tiver sido, que determine outra decisão mais justa.», podia ler-se na carta.

Um porta-voz da FIA referiu que a audição deverá ter lugar em Paris no final de Agosto.

LINKS relativos à troca de correspondência entre a FIA e o Presidente da Federação Italiana ACI-CSAI:

CARTA DA ACI-CSAI para a FIA

CARTA DA FIA PARA A ACI-CSAI

Fonte: Auto Sport
« Última modificação: 01 de Agosto, 2007, 15:55:42 por Tiffosi »





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« Responder #25 em: 06 de Setembro, 2007, 14:02:30 »
Nigel Stepney acusado de sabotagem na Ferrari


Novo caso na equipa Ferrari

Depois de acusado de passar informação a outras equipas, o ex-engenheiro da Ferrari está desta vez ligado à tentativa de sabotagem dos carros da equipa.
A Ferrari moveu um processo contra Nigel Stepney, alegadamente, por este ter tentado sabotar os carros da equipa dias antes do GP do Mónaco.

Na base desta acusação está um misterioso pó, que foi encontrado no bocal de abastecimento dos carros, pó esse que foi também encontrado nos bolsos de Stepney, dizendo este que foi tudo uma encenação contra ele.

O procurador de Modena, Giuseppe Tibis, já tem o processo contra Stepney pronto e acredita haver indícios fortes contra o britânico.Segundo os factos, existe a suspeita que tenha sido Stepney a lidar com o referido pó que foi encontrado nos carros da equipa.»

A acusação vai agora ser analisada pelo tribunal de Modena.

Fonte: Auto Hoje  





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« Responder #26 em: 06 de Setembro, 2007, 14:08:16 »
Nova prova no caso “Stepneygate”


Tribunal de Apelo dá lugar a Conselho Mundial

A FIA anunciou o cancelamento da sessão do Tribunal de Apelo marcada para dia 13 de Setembro. Em vez disso, o organismo internacional decidiu convocar o Conselho Mundial para dar a conhecer e discutir uma nova prova relativa ao caso “Stepneygate”.

De acordo com o comunicado de imprensa: «Depois da recepção de uma nova prova, o Conselho Mundial foi convocado para dia 13 de Setembro», com o consequente cancelamento da sessão onde Stepney, Coughlan, Ferrari e McLaren seriam ouvidos. Porém, a entidade máxima do Desporto Automóvel não quis adiantar mais pormenores sobre a nova prova, preferindo salvaguardar os intervenientes.

Fonte: Auto Sport





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« Responder #27 em: 06 de Setembro, 2007, 14:12:01 »
Aguardemos então mais uma semanita...  :smash:  

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« Responder #28 em: 07 de Setembro, 2007, 14:48:26 »
Mails trocados entre Alonso e de la Rosa poderão ter fornecido novas provas


“Stepneygate” aquece ambiente na F1

Tal como é já do conhecimento público, a FIA decidiu suspender a audiência do Tribunal de Apelo relativamente ao caso de espionagem que envolve a Ferrari e decidiu convocar uma nova reunião do Conselho Mundial, aprazada para o mesmo dia (13 de Setembro), em virtude de ter em seu poder novas provas que poderão fundamentais em todo este intrincado processo. Muito se especulou sobre o teor destas citadas provas mas, em Monza, diversas fontes afirmaram que se baseavam num e-mail trocado no princípio da temporada entre Pedro de la Rosa (piloto de testes da McLaren) e Fernando Alonso e, no qual, de la Rosa fazia referência aos segredos do “set-up” dos Ferrari, uma informação que lhe tinha chegado via Mike Coughlan, o técnico da McLaren entretanto suspenso.

Alonso nega

Instado a pronunciar-se sobre estes acontecimentos Fernando Alonso negou tudo com veemência, mas, a FIA, que não se quis pronunciar sobre o assunto, enviou através do seu Presidente Max Mosley, uma carta dirigida a todas as equipas e aos três pilotos da equipa de Ron Dennis, invocando o dever de todos os envolvidos de assegurar a legitimidade e a justiça do Mundial de Fórmula 1. Nessa mesma carta, a qual é publicada na íntegra pelo nosso congénere britânico Autosport, solicita-se que todos os documentos na posse das equipas e dos seus membros que façam referências à Ferrari ou Nigel Stepney, sob a forma de e-mails, cartas, comunicações electrónicas, mensagens de texto, notas, memorandos, diagramas, desenhos, dados, ou qualquer outro material guardado em qualquer suporte e que seja julgado relevante, deverá ser enviado para a FIA.

Cerco aperta-se

Caso a FIA esteja na posse dos e-mails trocados entre de la Rosa e Alonso e estes sugiram, de alguma forma, que elementos da McLaren estavam na posse de dados confidenciais sobre a Ferrari, a situação para a equipa de Ron Dennis poderá complicar-se e muito, sendo plausível que a McLaren venha a ser afastada do Mundial de 2007 e mesmo de 2008, o que seria um rude golpe para a Fórmula1. Pese embora os aspectos competitivos e espectaculares da modalidade, não restam dúvidas à generalidade dos observadores que ao Conselho Mundial e à FIA não restam alternativas senão ter a mão pesada nas sanções a aplicar para julgar e condenar estes actos.

Assim sendo aguarda-se com redobrada expectativa a reunião magna do Conselho Mundial, que poderá operar uma verdadeira revolução nesta temporada de F1.

Fonte: Auto Sport





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« Responder #29 em: 13 de Setembro, 2007, 17:51:20 »
Ferrari campeã do Mundo 2007



A Ferrari acaba de receber o título de campeã do mundo de construtores. Na sequência da reunião de hoje do conselho mundial de desporto mundial, a Mclaren Mercdes Vodafone viu os seus pontos serem retirados. Ainda sem grandes informações de Paris, sabe-se que a equipa Mclaren Mercedes Vodafone está também interdita de correr em 2008

Quando faltam apenas quatro provas a Ferrari é assim matemáticamente campeã do mundo.  
 
Fonte: Prego a Fundo