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Agora ja andam os padres armados em santos a c@g@r postas de pescada na TV :pimba: Se tivessem caladosE os saloios ainda os apoiam :pimba: Ai meu deuzzzzz Cristo é ke da a vida, ele é ke a deve tirar as ke raio de mentalidade
Maria Luísa Castela tinha 41 anos quando engravidou. Tomava a pílula há 20 anos, mas, naquele dia 14 de Maio de 2006, e talvez porque estava a tomar os mesmos antibióticos que volta e meia o médico lhe receitava para os problemas nos rins, a pílula falhou.Três semanas depois, desconfiou, até porque começou a ter “muitos enjoos de manhã”. Agora acha que devia ser dos antibióticos e do cocktail de comprimidos que toma diariamente só para aliviar as dores resultantes das 20 operações que fez desde que ficou paraplégica, aos 12 anos, mas, na altura, comprou um teste de gravidez. “Deu positivo. Apanhei um grande susto. Chorei muito. Até aos 30, ainda pensei ter um filho, mas depois decidi que não queria, nem podia, ter filhos.” Célio Lourenço Castela, marido de Maria Luísa, que também se desloca numa cadeira de rodas devido a uma paralisia à nascença, concordou com a decisão. Maria Luísa chegou a tentar fazer uma laqueação de trompas, mas o Serviço Nacional de Saúde considerou-a “jovem”. E, como a pílula sempre funcionou, não voltou a insistir.No dia seguinte ao teste, com as mesmas três semanas de gravidez, Maria Luísa contou ao médico de família, que foi “muito compreensivo” e não teve dúvidas, como comprova o relatório que Maria Luísa mostrou ao PÚBLICO, que recebeu em sua casa, ontem, em Alcanena. “O casal, por questões óbvias, não quer assumir a gravidez.” O clínico sugeriu então que se dirigissem ao hospital de Abrantes e pedissem uma interrupção da gravidez dentro do quadro legal, que a permite, até às 12 semanas, quando a vida ou a saúde da mãe se encontre em risco.Maria Luísa foi, no mesmo dia, ao hospital. Já o ortopedista, que a acompanha desde sempre, lhe tinha dito que, se algum dia optasse por engravidar, “teria muitos problemas e sofreria imenso”. Na verdade, dado o desgaste progressivo das suas vértebras, Maria Luísa deve passar apenas oito horas sentada - nas outras, devia manter-se deitada na cama. Após um parto, a estimativa mais optimista apontava para seis meses imóvel. “Acho que já sofri tanto que não merecia sofrer mais.”“Aqui vem-se para parir, não se vem para abortar”No hospital de Abrantes, a enfermeira avisou-a que “é proibido fazer aborto em Portugal”. Maria Luísa respondeu que sabia, mas que também sabia que “é permitido em certas situações”. “Olhou para mim como se eu estivesse a dizer uma grande barbaridade”, conta. Ganhou esperança quando soube que seria atendida por uma “médica jovem”. A mesma que lhe disse: “Aqui vem-se para parir, não se vem para abortar.”Maria Luísa “quis contar-lhe” os seus inúmeros problemas de saúde, mas “ela não quis ouvir”. “Não vamos fazer-lhe um aborto, porque isso tem que se justificar muito”, decidiu a médica, aconselhando-a “a fazer uma carta”, a dirigir-se ao hospital de Torres Novas e a esperar que o seu caso fosse avaliado por uma “comissão de ética”. “Olhou para mim como se fosse lixo.”Maria Luísa tinha pressa, porque “tinha ouvido dizer que quanto mais cedo melhor”, e perguntou “quanto tempo tudo aquilo ia levar”. A médica “encolheu os ombros” e retorquiu “com frieza”: “Leva o tempo que levar.” A médica não menciona, no relatório sobre Maria Luísa, de 14 de Junho de 2006, que a paciente expressou a vontade de interromper a gravidez, apenas listando uma série de exames a fazer. “Podia ter-me reencaminhado para alguém que fizesse.” Antes de abandonar o hospital, Maria Luísa ainda foi “pressionada” por uma auxiliar: “Há pouco tempo tivemos uma senhora como você [leia-se deficiente], que também estava grávida e queria abortar, mas, depois de ter a criança, ficou muito feliz.”Maria Luísa não mudou de ideias. Voltou a ligar ao ortopedista, que lhe passou a tal carta, na qual se lê que ela “não apresenta condições para uma gravidez de termo”. O mesmo ortopedista dir-lhe-ia que, “possivelmente, no serviço público, não ia conseguir [fazer um aborto]”.“Indignada” por ter que esperar por uma avaliação - “Uma comissão de ética é que vai decidir sobre o meu corpo? Se não somos donos do nosso corpo, não somos donos da nossa vida!” -, pediu ajuda a uma “enfermeira amiga” que trabalha no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, que lhe deu o telefone de uma clínica em Badajoz, onde foi “muito bem tratada”. “Demorou cinco minutos, fui acompanhada por dois médicos, duas enfermeiras e um psicólogo. Nem sequer pediram a autorização do marido”, recorda. Pagou 475 euros. Como regressou no mesmo dia, ficou “dois dias apavorada com medo de ter uma hemorragia” que a obrigasse a “recorrer de novo às urgências portuguesas”.Maria Luísa descobriu depois que a sua história não era a única e soube de pelo menos dois outros casos semelhantes, na zona onde mora. Uma amiga com paralisia infantil não conseguiu fazer um aborto legal, apesar de já ter dois filhos. Uma vizinha, que tem atraso mental, “acabou por ter de ter a criança, que agora está numa instituição qualquer”.Por isso quis contar a sua história. E fê-lo para um spot de campanha filmado pela realizadora Raquel Freire para os Médicos Pela Escolha. “Mesmo que não fosse deficiente, acho que cada um deve decidir o que quer, não tem que se pôr filhos no mundo só por se pôr.” “Não matei ninguém e não me arrependi. Hoje fazia igual.” E não se importa “que se saiba”.Sofia Branco, Público, 27/01/07
CitarMaria Luísa Castela tinha 41 anos quando engravidou. Tomava a pílula há 20 anos, mas, naquele dia 14 de Maio de 2006, e talvez porque estava a tomar os mesmos antibióticos que volta e meia o médico lhe receitava para os problemas nos rins, a pílula falhou.Três semanas depois, desconfiou, até porque começou a ter “muitos enjoos de manhã”. Agora acha que devia ser dos antibióticos e do cocktail de comprimidos que toma diariamente só para aliviar as dores resultantes das 20 operações que fez desde que ficou paraplégica, aos 12 anos, mas, na altura, comprou um teste de gravidez. “Deu positivo. Apanhei um grande susto. Chorei muito. Até aos 30, ainda pensei ter um filho, mas depois decidi que não queria, nem podia, ter filhos.” Célio Lourenço Castela, marido de Maria Luísa, que também se desloca numa cadeira de rodas devido a uma paralisia à nascença, concordou com a decisão. Maria Luísa chegou a tentar fazer uma laqueação de trompas, mas o Serviço Nacional de Saúde considerou-a “jovem”. E, como a pílula sempre funcionou, não voltou a insistir.No dia seguinte ao teste, com as mesmas três semanas de gravidez, Maria Luísa contou ao médico de família, que foi “muito compreensivo” e não teve dúvidas, como comprova o relatório que Maria Luísa mostrou ao PÚBLICO, que recebeu em sua casa, ontem, em Alcanena. “O casal, por questões óbvias, não quer assumir a gravidez.” O clínico sugeriu então que se dirigissem ao hospital de Abrantes e pedissem uma interrupção da gravidez dentro do quadro legal, que a permite, até às 12 semanas, quando a vida ou a saúde da mãe se encontre em risco.Maria Luísa foi, no mesmo dia, ao hospital. Já o ortopedista, que a acompanha desde sempre, lhe tinha dito que, se algum dia optasse por engravidar, “teria muitos problemas e sofreria imenso”. Na verdade, dado o desgaste progressivo das suas vértebras, Maria Luísa deve passar apenas oito horas sentada - nas outras, devia manter-se deitada na cama. Após um parto, a estimativa mais optimista apontava para seis meses imóvel. “Acho que já sofri tanto que não merecia sofrer mais.”“Aqui vem-se para parir, não se vem para abortar”No hospital de Abrantes, a enfermeira avisou-a que “é proibido fazer aborto em Portugal”. Maria Luísa respondeu que sabia, mas que também sabia que “é permitido em certas situações”. “Olhou para mim como se eu estivesse a dizer uma grande barbaridade”, conta. Ganhou esperança quando soube que seria atendida por uma “médica jovem”. A mesma que lhe disse: “Aqui vem-se para parir, não se vem para abortar.”Maria Luísa “quis contar-lhe” os seus inúmeros problemas de saúde, mas “ela não quis ouvir”. “Não vamos fazer-lhe um aborto, porque isso tem que se justificar muito”, decidiu a médica, aconselhando-a “a fazer uma carta”, a dirigir-se ao hospital de Torres Novas e a esperar que o seu caso fosse avaliado por uma “comissão de ética”. “Olhou para mim como se fosse lixo.”Maria Luísa tinha pressa, porque “tinha ouvido dizer que quanto mais cedo melhor”, e perguntou “quanto tempo tudo aquilo ia levar”. A médica “encolheu os ombros” e retorquiu “com frieza”: “Leva o tempo que levar.” A médica não menciona, no relatório sobre Maria Luísa, de 14 de Junho de 2006, que a paciente expressou a vontade de interromper a gravidez, apenas listando uma série de exames a fazer. “Podia ter-me reencaminhado para alguém que fizesse.” Antes de abandonar o hospital, Maria Luísa ainda foi “pressionada” por uma auxiliar: “Há pouco tempo tivemos uma senhora como você [leia-se deficiente], que também estava grávida e queria abortar, mas, depois de ter a criança, ficou muito feliz.”Maria Luísa não mudou de ideias. Voltou a ligar ao ortopedista, que lhe passou a tal carta, na qual se lê que ela “não apresenta condições para uma gravidez de termo”. O mesmo ortopedista dir-lhe-ia que, “possivelmente, no serviço público, não ia conseguir [fazer um aborto]”.“Indignada” por ter que esperar por uma avaliação - “Uma comissão de ética é que vai decidir sobre o meu corpo? Se não somos donos do nosso corpo, não somos donos da nossa vida!” -, pediu ajuda a uma “enfermeira amiga” que trabalha no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, que lhe deu o telefone de uma clínica em Badajoz, onde foi “muito bem tratada”. “Demorou cinco minutos, fui acompanhada por dois médicos, duas enfermeiras e um psicólogo. Nem sequer pediram a autorização do marido”, recorda. Pagou 475 euros. Como regressou no mesmo dia, ficou “dois dias apavorada com medo de ter uma hemorragia” que a obrigasse a “recorrer de novo às urgências portuguesas”.Maria Luísa descobriu depois que a sua história não era a única e soube de pelo menos dois outros casos semelhantes, na zona onde mora. Uma amiga com paralisia infantil não conseguiu fazer um aborto legal, apesar de já ter dois filhos. Uma vizinha, que tem atraso mental, “acabou por ter de ter a criança, que agora está numa instituição qualquer”.Por isso quis contar a sua história. E fê-lo para um spot de campanha filmado pela realizadora Raquel Freire para os Médicos Pela Escolha. “Mesmo que não fosse deficiente, acho que cada um deve decidir o que quer, não tem que se pôr filhos no mundo só por se pôr.” “Não matei ninguém e não me arrependi. Hoje fazia igual.” E não se importa “que se saiba”.Sofia Branco, Público, 27/01/07
Mas deixa-os viver assim !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Não os deixes é impingirem-te se o não quiseres.
O meu voto: Sim
Citar mas eu só tenho uma questão a fazer ás pessoas que defendem o NÃO.. o que que lhes prejudica na sua vida a criação desta lei??? por ex. o sr, que mora ali no algarve e que que lhe prejudica a maria que mora em trás de montes ir ao hospital fazer um aborto com todas as condições possíveis de saúde em vez de fazer na vizinha do lado?? vai contar a ética e a moral deste...por amor de deus é uma hipocrisia...Quem quer hoje em dia faz um aborto se tiver €€€ vai a Espanha e se não tiver faz na vizinha Concordo contigo. Também acho que é mesquinhez de quem tem uma vida tão desinteressante que precisa de se intrometer na dos outros...
mas eu só tenho uma questão a fazer ás pessoas que defendem o NÃO.. o que que lhes prejudica na sua vida a criação desta lei??? por ex. o sr, que mora ali no algarve e que que lhe prejudica a maria que mora em trás de montes ir ao hospital fazer um aborto com todas as condições possíveis de saúde em vez de fazer na vizinha do lado?? vai contar a ética e a moral deste...por amor de deus é uma hipocrisia...Quem quer hoje em dia faz um aborto se tiver €€€ vai a Espanha e se não tiver faz na vizinha
Citar Citar mas eu só tenho uma questão a fazer ás pessoas que defendem o NÃO.. o que que lhes prejudica na sua vida a criação desta lei??? por ex. o sr, que mora ali no algarve e que que lhe prejudica a maria que mora em trás de montes ir ao hospital fazer um aborto com todas as condições possíveis de saúde em vez de fazer na vizinha do lado?? vai contar a ética e a moral deste...por amor de deus é uma hipocrisia...Quem quer hoje em dia faz um aborto se tiver €€€ vai a Espanha e se não tiver faz na vizinha Concordo contigo. Também acho que é mesquinhez de quem tem uma vida tão desinteressante que precisa de se intrometer na dos outros... Pegando no que vocês disseram, uma pessoa que conheço, uma vez em conversa, até disse que todas essas pessoas que defendem com tanto afinco o não, porque dizem que é estar a matar um ser humano, deviam agir como falam, e adoptar, já que há tantas crianças jogadas em instituições, onde não são nada felizes. E realmente, concordo. Em vez de se defender o nascimento de crianças não desejadas, devia- se era ajudar as k já existem e não têm uma família!!!!!